Figurino e direção de arte invejáveis em “Cinderela em Paris”
Audrey Hepburn é daquelas atrizes intocáveis, que se tornam um ícone em seu tempo por um motivo ou outro. No caso de Audrey, sua delicadeza, simpatia e bom gosto marcaram a época da atriz.
Dick Avery é um famoso fotógrafo de moda que trabalha para a Quality Magazine, uma revista feminina de tendências. Durante a sessão de fotos com uma modelo sem graça e sem cérebro, Dick convence a editora da revista, Maggie Prescott (Kay Thompson), de que deve procurar um novo rosto. Dick recomenda Jo Stockton (Audrey Hepburn), a balconista da livraria no Greenwich Village que serviu de cenário para o último ensaio fotográfico.
Jo não apresenta interesse nenhum em trabalhar como modelo, pelo contrário, repudia tudo o que o mundo da moda propõe e cria barreiras filosóficos para não participar do ensaio. Mas Dick, encantado com o charme e a atitude da garota, promete levá-la a Paris para ser fotografada em lindas roupas e, de quebra, ela pode conhecer seu ídolo pensador Emile Flostre (Michel Auclair), pai do empaticismo que Jo acredita e prega. Em solo europeu, Dick e Jo acabam se apaixonando durante os ensaios, oferecendo a Jo uma nova experiência.

O filme pode não agradar quem não gosta de musicais, mas sua estética é tão impecável que merece ser visto. A fotografia é estupenda, a direção de arte é fabulosa e o figurino é de dar inveja. Audrey Hepburn está deslumbrante, e emana charme enquanto desfila em frente a câmera usando os modelitos Givenchy. E Fred Astaire brilha. Simpático e dotado de talento único, Fred se solta enquanto dança, e conquista o público com suas coreografias. A sequência das fotografias em frente aos pontos mais famosos de Paris é linda, e deixa o filme muito mais charmoso.
“Cinderela em Paris” passa por altos e baixos em sua história constantemente e torna-se cansativo entre tantas sequências longas de música. Ainda assim, Audrey Hepburn e Fred Astaire interpretam um casal bem interessante e o filme entra para a lista dos clássicos dos anos 50. O filme foi indicado para Oscars de direção de arte, fotografia, roteiro e figurino (incluindo Givenchy). Vale o tempo, com certeza.
Ficha Técnica
Título: Cinderela em Paris (Funny Face)
Diretor: Stanley Donen
Ano: 1957
Gênero: Comédia, Musical, Romance
Duração: 103 minutos
Curiosidade: O personagem de Fred Astaire, Dick Avery, é baseado em Richard Avedon, um dos maiores autores de portraits da história. A maior parte das fotografias retratadas no filme são de Avedon, inclusive o retrato do rosto de Audrey feito no laboratório fotográfico quando ela encontra Dick pela segunda vez.
Reprise do Lollapalooza Brasil no Multishow

Não pôde ir até São Paulo para a 1a edição do Lollapalooza Brasil ? Não fica triste, nós contamos para você: estava foda pra caramba ! Mas para não ficar triste mesmo, o canal Multishow preparou uma programação especial para as reprises dos principais shows do evento:
Band of Horses: 15/abr (Multishow) | 16/abr (Multishow HD)
Arctic Monkeys e Cage the Elephant: 22/abr (Multishow) | 23/abr (Multishow HD)
Jane’s Addiction e TV On the Radio: 29/abr (Multishow) | 30/abr (Multishow HD)
Thievery Corporation e Foster the People: 06/mai (Multishow) | 07/mai (Multishow HD)
O Rappa: 13/mai (Multishow) | 14/mai (Multishow HD)
Manchester Orchestra: 20/mai (Multishow) | 21/mai (Multishow HD)
Friendly Fires: 27/mai (Multishow) | 28/mai (Multishow HD)
Gogol Bordello e Joan Jett: 03/jun (Multishow) | 04/jun (Multishow HD)
Marcelo Nova: 10/jun (Multishow) | 11/jun (Multishow HD)
Foo Fighters: 17/jun (Multishow) | 18/jun (Multishow HD)
Os shows serão reprisados todos os Domingos às 23:30 no Multishow e Segundas-feiras às 23:00 no Multishow HD.
Anote os horários, coloque sua cerveja favorita na geladeira e venha com a gente curtir (novamente) a maravilha que foram esses shows :)
Drama e suspense em “Água Negra”

Que fique claro uma coisa. Como terror esse filme não é lá aquelas coisas, mas é um drama decente. Jennifer Connelly é Dahlia Williams, uma jovem que está se separando do marido com quem tem uma filha. Para evitar desgastes, ela precisa se mudar para Manhattam, mas o alto preço dos aluguéis faz com que ela more em uma cidade próxima. O filme é enfatiza o drama de Dahlia nesse ponto, o que era para ser uma separação sigilosa acaba tendo necessidade de advogados e todo o resto.
Dahlia contrata Jeff Platzer (Tim Roth) um bom advogado que parece ser o único a apoiá-la no caso. A sua filha, Cecil (Ariel Gade, que me impressionou) a princípio não gosta do apartamento, mas se convence a ficar quando encontra uma mochila da Hello Kitty. O apartamento não é dos melhores, com vazamentos constantes, barulhinhos tenebrosos e outras coisas que ninguém se importa em arrumar. Tudo vai bem até que Ceci cria uma amiga imaginária, Natasha, que é filha dos donos do apartamento de cima (que ocasiona os vazamentos). O estranho para Dahlia é que ninguém mora lá.

Acreditando que está sendo vítima de uma peça psicológica, ela tenta juntar as peças do enigma e descobrir o que está acontecendo. O filme faz joguinhos mentais com o espectador, com um final bem surpreendene. Walter Salles, que estreou com este filme no exterior, conduz bem a história e faz o possível com um cenário sensacional e uma trilha sonora espetacular. Depois dele, sempre desconfio de qualquer mancha de vazamento no teto.
Curiosidade: Água Negra é refilmagem de Honogurai Mizu No Soko Kara, de 2002.
Ficha Técnica
Título: Água Negra (Dark Water)
Diretor: Walter Salles
Ano: 2005
Gênero: Suspense, Drama
Duração: 105 minutos
Audrey Hepburn e Humphrey Bogart em “Sabrina” (1954)
“Sabrina” é um filme interessante sobre amor e poder. Sabrina Farchild (Audrey Hepburn) é a filha do chofer da família Larrabee, uma família poderosa que está no comando de uma indústria em evidência. Ela é apaixonada desde pequena por um dos irmãos Larrabee, Dave (William Holden), um playboy incorrigível que passa boa parte do seu tempo cortejando mulheres. O outro irmão, Linus (Humphrey Bogart), é completamente dedicado ao trabalho.
O pai de Sabrina, cansado de vê-la triste, a envia a Paris para fazer um curso de gastronomia e mudar de ares, mas o coração da garota ainda se atém a Dave. Dois anos depois, ela retorna de Paris como uma nova mulher, mais madura, elegante e delicada. Desta forma, Sabrina desperta a atenção de Dave, mas ele está noivo da filha de um poderoso dono de uma indústria – uma manobra de seu irmão para fundir as empresas. A fim e proteger o império, Linus decide passar mais tempo com Sabrina, mas acaba se apaixonando por ela.

“Sabrina” conquistou cinco dos doze prêmios a que foi indicado, dentre eles o Oscar de melhor figurino preto e branco e o Globo de Ouro de melhor roteiro. Em 1995, uma refilmagem foi produzida sob o mesmo título, com Harrison Ford, Julia Ormond e Greg Kinnear nos papéis principais.
Ficha Técnica
Título: Sabrina (Sabrina)
Diretor: Billy Wilder
Ano: 1954
Gênero: Comédia Romântica
Duração: 113 minutos
“Os Irmãos Grimm”, comédia com Heath Ledger e Matt Damon em boa forma

Quem acredita em contos de fada? Jake sim, Will não. Quando pequenos, Jacob (Heath Ledger) e Wilhelm Grimm (Matt Damon) tinham uma irmã doente, e venderam uma vaca para conseguir dinheiro para cuidar da menina. Jacob ficou encarregado de vender a vaca, mas a trocou com um estrangeiro por feijões mágicos (isso te lembra algum conto?).
Partindo deste acontecimento infeliz na infância dos meninos, Jake e Will crescem e fazem seu nome enganando pessoas, inventando bruxas e maldições teatrais com os amigos para ganhar dinheiro das vilas ignorantes. Até que um dia Napoleão Bonaparte e sua trupe francesa descobre as façanhas dos Irmãos Grimm e os enviam para uma floresta realmente amaldiçoada, onde cerca de 9 garotinhas já haviam desaparecido (inclusive Greta, irmã de Hans, do conto das migalhas) para provar seus talentos.
Para ajudá-los, eles levam a garota mais estranha da cidade (Lena Headey), uma mulher a quem todos chamam de amaldiçoada por ter toda a sua família levada pela floresta. No caminho encontram diversas pistas que podem levá-los a uma possível Bruxa Má (Monica Bellucci) com planos maldosos para todos que se meterem em seu caminho.
Irmãos Grimm é uma mistura extraordinária dos contos que permite ao espectador se divertir do início ao fim, com diálogos bem construídos, atuações bem dirigidas e um figurino digno de nota. Sem falar na fotografia, que é de cair o queixo.
Ficha Técnica
Título: Os Irmãos Grimm (The Brothers Grimm)
Diretor: Terry Gilliam
Ano: 2005
Gênero: Aventura
Duração: 118 minutos
“Wizard Collection” pode ser o box definitivo de Harry Potter, com 31 discos
A Amazon divulgou o que pode ser a primeira visão do box definitivo da série de filmes Harry Potter em DVD e Blu-Ray, chamada “Wizards Collection”.
Um vídeo conceito foi apresentado e, embora a Warner Bros não tenha confirmado o box, nem a data de lançamento, a Amazon listou o preço de varejo de $499,99, reduzida a um desconto de $349,99.
O box contém 31 discos, com todo o conteúdo já apresentado e um adicional de 5 horas de extras nunca vistos antes em apenas algumas edições. Essa informação, é claro, será confirmada pela Warner Bros posteriormente.
Eu estou com um sorriso de orelha a orelha, afinal nunca comprei nenhum DVD do Harry Potter, só pra ter a chance de desfrutar do box completo. Fiz isso com “O Senhor dos Anéis” e não me arrependi nem um segundo :)

“Desventuras em Série”: o lado sombrio de Brad Silberling

Desventuras em Série não é o tipo de narrativa que agrada todo mundo. Primeiro porque tem pessoas que não apreciam um sarcasmo, com pitadas cavalares de humor negro e segundo porque essas mesmas pessoas muitas vezes não gostam de ler sobre “tragédias”. E Desventuras em Série é exatamente isso: uma série de pequenas tragédias contadas com um excelente humor inglês.
Baseado na série de 14 volumes de Lemony Snicket, o filme conta as desventuras dos irmãos Baudelaire. Os jovens Klaus (Liam Aiken) e Violet (Emily Browning) e a pequena Sunny (Shelby Hoffman) são órfãos que perderam seus pais e sua casa em um incêndio devastador. Embora os pais tenham muito dinheiro, as crianças não podem movimentá-lo até a maior idade, então entra em cena o gentil Sr. Poe (Timothy Spall), um inútil amigo da família. Ele arranja uma moradia para o trio com o Conde Olaf (Jim Carrey), um parente distante que recebe as crianças com segundas intenções.
Bastante ganancioso, Olaf deseja pegar a fortuna das crianças e não mede esforços para isso. É a inteligência de Violet e a rapidez de Klaus que os mantêm vivos e saudáveis enquanto os acontecimentos se sucedem.
A história de Lemony Snicket, na única chance que teve no cinema, não teve a melhor das adaptações ao tentar usar três livros em um único roteiro. O figurino é realmente fantástico, a fotografia e a direção de arte são estonteantes, a dupla principal dá conta do recado e da personalidade dos personagens, mas não passa disso. Jim Carrey tem um perfil único de atuação, e com ela ele altera por completo a essência do Conde Olaf, atribuindo um exagero em seus movimentos caricatos que nada lembram o verdadeiro Conde Olaf.
Além de tudo, o filme não capta a essência do humor dos livros, e cai na vala comum das más adaptações que agradam nem mesmo os fãs mais ardorosos.
Ficha Técnica
Título: Desventuras em Série (
Lemony Snicket’s A Series of Unfortunate Events)
Diretor: Brad Silberling
Ano: 2004
Gênero: Comédia
Duração: 113 minutos
