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Archive for the ‘Filmes’ Category

Amor por Contrato explora os limites do “marketing invisível”

Amor por Contrato, Demi Moore, David Duchovny

David Duchovny e Demi Moore dão vida ao casal Steve e Kate Jones, que vivem numa linda casa, com uma linda família e o carro esportivo mais novo, as mais badaladas festas da vizinhança, a decoração mais requintada e a comida de melhor qualidade. Seus filhos, Jenn (Amber Heard) e Mick (Ben Hollingsworth) são os mais populares do colégio, vestem as melhores roupas e tem as melhores dicas para os amigos. Tudo é perfeito, um verdadeiro sonho americano realizado.

Mas na realidade essa família perfeita é composta de quatro estranhos que nem sabem os sobrenomes uns dos outros, unidos por uma empresa que cria unidades familiares para se instalarem em uma vizinhança e propagarem seu estilo de vida. Com isso, as vendas dos produtos que usam aumentam, porque todos querem ser a família Jones. É o “marketing invisível”, como diz a líder da empresa (merchandising, nos termos corretos).

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Bom ritmo no filme Três Vezes Amor

Três Vezes Amor, Ryan Reynolds, Abigail Breslin

Três Vezes Amor é uma dica de comédia que coloca Ryan Reynolds (do filme Lanterna Verde), Abigail Breslin (do filme Pequena Miss Sunshine), Rachel Weisz, Elizabeth Banks e Isla Fisher numa história cheia de idas e vindas de como as pessoas se relacionam e porque se separam.

Ryan Reynolds é Will Hayes, um jovem de 30 e poucos anos que vive em Manhattan com a filha de 10 anos de idade, Maya (Abigail Breslin). Will está em fase de separação e Maya quer saber tudo sobre como os pais se conheceram e se apaixonaram. Como numa espécie de jogo, Will começa a contar a história de sua vida, desde quando mudou-se de Wisconsin para Nova York em 1992 para trabalhar numa campanha presidencial, e apresenta três de suas ex-namoradas. Ele dá detalhes de cada uma das mulheres, mas troca os nomes para que a filha descubra pra quem Will Hayes fez o pedido de casamento.

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Filme “Ted” traz um urso adulto e desbocado

Urso TED e Mark Wahlberg

Fato: a idéia do roteiro inicial não é nenhuma novidade. Você, caro leitor, já assistiu a dezenas de clássicos na Sessão da Tarde que se iniciaram com o desejo inocente do personagem principal ou de alguém muito ligado a ele nesse tipo de filme. Você viu isso em “Quero Ser Grande” (Big, 1988), “Uma Noite Mágica” (Jack Frost, 1998) e até mesmo em “O Mentiroso” (Liar Liar, 1997). No entanto, contrariando a primeira impressão que esse primeiro parágrafo passou a vocês, “Ted” é a realização contrária a todos os desejos que vimos naqueles filmes.

John Bennet é a criança que, em algum lugar do passado, todos nós fomos. Ele é a mesma criança que fomos ao desejar algo que pudesse nos ajudar e enfrentar todos os problemas de nossa infância. O pequeno John desejou apenas um único amigo. O melhor deles. E você, o que desejou ?

Sem semelhança alguma ao tigre Haroldo (Calvin & Hobbes, criado por Bill Watterson), Ted é a personificação desse desejo. Um urso de pelúcia com vontades e trejeitos próprios que decide, inocentemente, se apresentar ao mundo e ao mesmo tempo jurar fidelidade ao garoto John. E o urso Ted, apesar da fama e assédio dos fãs e imprensa, desde então não quebrou a promessa.

Mark Wahlberg e Urso TED

Thunder buddies for life.

Seth MacFarlane acertou em cheio no roteiro e direção de “Ted”. O diretor norte-americano, criador de “Family Guy”, já nos surpreendeu com personagens como Stewie, um garoto de 1 ano com uma personalidade cruel e sádica que faz a vida da família Griffin ser mais conturbada do que o habitual. Mas Stewie, assim como outros personagens juvenis das séries americanas, nunca crescem ou mudam de personalidade.

Já em “Ted”, podemos ver as mudanças em sua personalidade no decorrer dos 27 anos em que a história se sucede. O urso de pelúcia é o reflexo de todas as faltas de expectativas e comprometimentos acumuladas em seu dono, John (Mark Wahlberg), um homem de 35 anos que namora a belíssima e bem sucedida Lori Collins (Mila Kunis) há quatro anos, mas que no entanto não consegue assumir um compromisso sério ou crescer profissionalmente. Sempre que pode, John escapa de seu trabalho para fumar um baseado ou tomar umas cervejas com seu amigo Ted, que o deixa em várias enrascadas e situações constrangedoras para sua namorada.

Lori, cansada da displicência de John, culpa o urso Ted por não deixar o namorado seguir em frente com sua vida, e dessa forma, dividido entre seus dois e melhores companheiros, John é obrigado a decidir qual rumo tomar em sua vida.

“Ted” é muito mais do que uma lição de amizade e companheirismo.

O filme foi muito bem criticado pela gama de humoristas e comediantes ao redor do mundo, mas “Ted” também foi alvo de censura e repúdia por pais e conservadores. Quando o assunto é expôr a estirpe e defeitos da cultura americana, Seth MacFarlane é um gênio. Se Michael Moore é o rei no quesito literário desse segmento, MacFarlane não fica para trás e vem cumprindo muito bem o seu trabalho desde a criação de “Family Guy”, “American Dad” e alcançando agora o público cinéfilo com “Ted”.

Ficha Técnica

Título: Ted (Ted)
Diretor: Seth MacFarlane
Ano: 2012
Gênero: Comédia
Duração: 106 minutos

Visual impressionante em “Motoqueiro Fantasma – Espírito de Vingança”

Motoqueiro Fantasma em ação

O post de hoje vai falar um pouco sobre “O Motoqueiro Fantasma – Espírito de Vingança”, com Nicolas Cage. Sim, a história é uma porcaria – e foi alterada. Sim, os atores são muito ruins. Sim, Nicolas Cage não é nada convincente como herói.

Mas eu estou muito contente de ter esse espaço no blog pra falar pra vocês dos efeitos especiais, da edição impressionante e dos ângulos diferenciados, sem falar na estética maravilhosa desse filme. A dupla de diretores Mark Neveldine e Brian Taylor surpreendeu muito nesse sentido. É, eu sei, é difícil convencê-los a assistir algo ruim assim, de primeira, mas quem valoriza a estética da linguagem cinematográfica vai gostar de ver – e não necessariamente assistir – “O Motoqueiro Fantasma – Espírito de Vingança”.

A câmera sempre próxima do chão dá muito movimento pro filme, oferece uma visão mais dinâmica do que está acontecendo e tira o espectador do lugar comum, chamando sua atenção para o que realmente vale a pena ser visto aqui. Nada de pares românticos, nada de piadinhas gratuitas. O Motoqueiro Fantasma tem o melhor do seu visual perfeitamente explorado, e é isso.

Câmera próxima ao chão com o Motoqueiro Fantasma

O @oletche falou diversas vezes durante o filme: “estragaram a história do Motoqueiro, mas os efeitos especiais são fod*”. É, ele falou assim, porque realmente não tem nenhum adjetivo tão legal pra descrever as cenas em que o Motoqueiro está em ação, seja tomando controle de automóveis enormes que imediatamente assumem o aspecto cadavérico do “herói”, seja nas cenas de luta por cima dos carros, com as chamas da caveira alternando entre vermelho e azul e a visão da câmera mostrando o ponto de vista do Motoqueiro. Uma inconstante, um verdadeiro show visual.

Então tá, se eu deixei você com dúvida sobre assistir ou não ao filme, vou esclarecer: veja “Motoqueiro Fantasma – Espírito de Vingança” pelo lado artístico e pelo tato visual com que foi tratado. Agora, se você realmente faz questão de filmes com uma base sólida de roteiro e lições bonitas no final, não perca seu tempo.

Ficha Técnica

Título: Ghost Rider – Spirit of Vengeance
Diretor: Mark Neveldine, Brian Taylor
Ano: 2011
Gênero: Ação
Duração: 95 minutos

A morte lhe cai bem

Meryl Streep em cena de A morte lhe cai bem

Meryl Streep não faz o tipo de comédia, vocês com certeza concordam comigo. Mas ao lado de Bruce Willis, ela interpreta uma personagem divertida que dá o tom do filme A morte lhe cai bem. Madeline Ashton (Streep) é uma atriz convencida que rouba o marido de uma escritora decadente, Helen Sharp (Goldie Hawn). Deprimida, a escritora entra em depressão e ganha alguns quilos a mais. No entanto, após 14 anos ela volta ao radar esplendorosamente ao lançar um livro chamado Eternamente Jovem.

Madeline continua com Ernest Menville (Bruce Willis) – o marido roubado – mas se sente ameaçada pela beleza e juventude da antiga rival, então passa a procurar alternativas para se manter jovem. Essas alternativas, no entanto, podem mudar o rumo da vida delas para sempre.

A morte lhe cai bem não tem nada de extraordinário, mas tem cenas engraçadas que acabam valendo os 100 minutos de projeção. Robert Zemeckis (Forrest Gump) teve a sorte de reunir um elenco interessante para salvar as caretas e piadas que faz.

Ah, e uma curiosidade: durante a gravação da cena de luta entre as personagens Madeline e Helen, Meryl Streep acidentalmente fez uma cicatriz no rosto de Goldie Hawn (é verdade, podem procurar uma foto recente da Goldie no Google).

Ficha Técnica

Título: A morte lhe cai bem (Death Becomes Her)
Diretor: Robert Zemeckis
Ano: 1992
Gênero: Comédia
Duração: 103 minutos

Figurino e direção de arte invejáveis em “Cinderela em Paris”

Audrey Hepburn é daquelas atrizes intocáveis, que se tornam um ícone em seu tempo por um motivo ou outro. No caso de Audrey, sua delicadeza, simpatia e bom gosto marcaram a época da atriz.

Dick Avery (Fred Astaire) é um famoso fotógrafo de moda que trabalha para a Quality Magazine, uma revista feminina de tendências. Durante a sessão de fotos com uma modelo sem graça e sem cérebro, Dick convence a editora da revista, Maggie Prescott (Kay Thompson), de que deve procurar um novo rosto. Dick recomenda Jo Stockton (Audrey Hepburn), a balconista da livraria no Greenwich Village que serviu de cenário para o último ensaio fotográfico.

Jo não apresenta interesse nenhum em trabalhar como modelo, pelo contrário, repudia tudo o que o mundo da moda propõe e cria barreiras filosóficos para não participar do ensaio. Mas Dick, encantado com o charme e a atitude da garota, promete levá-la a Paris para ser fotografada em lindas roupas e, de quebra, ela pode conhecer seu ídolo pensador Emile Flostre (Michel Auclair), pai do empaticismo que Jo acredita e prega. Em solo europeu, Dick e Jo acabam se apaixonando durante os ensaios, oferecendo a Jo uma nova experiência.

Cenas do filme Cinderela em Paris

O filme pode não agradar quem não gosta de musicais, mas sua estética é tão impecável que merece ser visto. A fotografia é estupenda, a direção de arte é fabulosa e o figurino é de dar inveja. Audrey Hepburn está deslumbrante, e emana charme enquanto desfila em frente a câmera usando os modelitos Givenchy. E Fred Astaire brilha. Simpático e dotado de talento único, Fred se solta enquanto dança, e conquista o público com suas coreografias. A sequência das fotografias em frente aos pontos mais famosos de Paris é linda, e deixa o filme muito mais charmoso.

“Cinderela em Paris” passa por altos e baixos em sua história constantemente e torna-se cansativo entre tantas sequências longas de música. Ainda assim, Audrey Hepburn e Fred Astaire interpretam um casal bem interessante e o filme entra para a lista dos clássicos dos anos 50. O filme foi indicado para Oscars de direção de arte, fotografia, roteiro e figurino (incluindo Givenchy). Vale o tempo, com certeza.

Ficha Técnica

Título: Cinderela em Paris (Funny Face)
Diretor: Stanley Donen
Ano: 1957
Gênero: Comédia, Musical, Romance
Duração: 103 minutos

Curiosidade: O personagem de Fred Astaire, Dick Avery, é baseado em Richard Avedon, um dos maiores autores de portraits da história. A maior parte das fotografias retratadas no filme são de Avedon, inclusive o retrato do rosto de Audrey feito no laboratório fotográfico quando ela encontra Dick pela segunda vez.

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Drama e suspense em “Água Negra”

Jennifer Connelly

Que fique claro uma coisa. Como terror esse filme não é lá aquelas coisas, mas é um drama decente. Jennifer Connelly é Dahlia Williams, uma jovem que está se separando do marido com quem tem uma filha. Para evitar desgastes, ela precisa se mudar para Manhattam, mas o alto preço dos aluguéis faz com que ela more em uma cidade próxima. O filme é enfatiza o drama de Dahlia nesse ponto, o que era para ser uma separação sigilosa acaba tendo necessidade de advogados e todo o resto.

Dahlia contrata Jeff Platzer (Tim Roth) um bom advogado que parece ser o único a apoiá-la no caso. A sua filha, Cecil (Ariel Gade, que me impressionou) a princípio não gosta do apartamento, mas se convence a ficar quando encontra uma mochila da Hello Kitty. O apartamento não é dos melhores, com vazamentos constantes, barulhinhos tenebrosos e outras coisas que ninguém se importa em arrumar. Tudo vai bem até que Ceci cria uma amiga imaginária, Natasha, que é filha dos donos do apartamento de cima (que ocasiona os vazamentos). O estranho para Dahlia é que ninguém mora lá.

Acreditando que está sendo vítima de uma peça psicológica, ela tenta juntar as peças do enigma e descobrir o que está acontecendo. O filme faz joguinhos mentais com o espectador, com um final bem surpreendene. Walter Salles, que estreou com este filme no exterior, conduz bem a história e faz o possível com um cenário sensacional e uma trilha sonora espetacular. Depois dele, sempre desconfio de qualquer mancha de vazamento no teto.

Curiosidade: Água Negra é refilmagem de Honogurai Mizu No Soko Kara, de 2002.

Ficha Técnica

Título: Água Negra (Dark Water)
Diretor: Walter Salles
Ano: 2005
Gênero: Suspense, Drama
Duração: 105 minutos

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