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Archive for the ‘Pensamentos’ Category

Telecine diz: “Vá ao cinema”

Como toda estudante (e apaixonada) por propaganda, acabo observando me apaixonando por uma ou outra peça que veicula por aí. Esse final de semana parei pra ver as novas propagandas do Telecine. Tem quatro peças veiculando em todos os canais da rede e achei o máximo compartilhar com vocês as chamadas que reforçam a ideia de que um filme no cinema é uma experiência única.

Telecine – Vá ao Cinema – Palavras

Telecine – Vá ao Cinema – Nada se compara ao cinema

Telecine – Vá ao Cinema – Perguntas

Telecine – Vá ao Cinema – Tudo é possível

Com essa campanha, o canal se firma como um grande parceiro na divulgação de lançamentos cinematográficos. No ano de 2010, o Telecine apoiou o lançamento de mais de 60 filmes nos cinemas.

Curtiram? :)

O Lado B desses êmes-pê-não-sei-do-quê

“É possível que dentre o silêncio dos nossos pensamentos,
ao som do lado b que deixou de existir nesses êmes-pê-não-sei-do-quê,
pudesse se ouvir um ‘oi’ no meio de um riff clichê.”

– Dezembro de 2008


Eu deveria ter uns cinco ou seis anos na época em que comecei a me interessar pela música. Não a entender ou ter bandas favoritas, claro. Naquela época meus pais tinham muitos vinis, dos mais variados possíveis, e como eu tinha acabado de aprender a ler e inglês não era o meu forte, assim como o português, a batida e a sonoridade eram mais importantes do que o nome das bandas.

Lembro de uma vez em que azucrinei meu irmão mais velho para ele comprar um vinil do ratinho Topo Gigio, que era personagem de um programa infantil transmitido na época pela Bandeirantes. Fomos até uma loja de discos, esperamos a eternidade de alguns minutos para uma criança de cinco anos, e lembro de como fiquei desapontado quando a atendente disse que só tinha um com músicas em italiano. Saímos de lá com uma fita K7 da Turma da Mônica.

Voltando da loja, com meu irmão, a “febre” com a fita da Mônica e sua turma durou apenas alguns dias. A minha curiosidade se voltou novamente aos discos e ao fascinante processo de como o som era projetado a partir de uma agulha e um disco rodando.

– Como é que eles colocam a música nessa agulhinha, mano ?
– Não é da agulha que sai o som, é desse disco rodando aí.
– E como eu posso gravar um disco ?
– Não dá. Mas você pode gravar uma fita.

Bingo ! Eram todas as palavras necessárias para dar um “start” na imaginação de uma criança:

– Coloca a fita, aperta Pause, depois Rec, coloca a agulha na faixa do disco que quer, tira do Pause e repete o processo em toda faixa que você quiser.

Meu irmão deu início à primeira fase Rob Gordon da minha vida, onde eu gravei as mais variadas e possíveis mash ups em fitas K7.

Mas o que me fez escrever sobre essas coisas, foi a saudade do Lado B. Sim, aquele lado do vinil e do K7 que quase ninguém ouvia. Pois, fora a primeira faixa do Lado A, as músicas mais legais – na minha opinião – estavam do outro lado: “Rock Around the Clock” (Bill Haley & His Comets), “We Will Rock You” (Queen), “How Soon is Now ?” (The Smiths), “Strawberry Fields Forever” (The Beatles), “Wouldn’t It Be Nice” (The Beach Boys), “Don’t Be Cruel” (Elvis Presley) e tantas outras.

De certa forma o Lado B era romântico. Sério, pensem comigo. Você levava cerca de 30 minutos para chegar até ele e ouvir a música que você tanto gostava. Mas antes que ela terminasse, já ficava com saudades, porque levaria agora mais uns 50 minutos para ouvir ela de novo.

E 21 anos depois, ao relembrar e escrever todas essas coisas, gostaria de agradecer de alguma forma ao meu irmão e o Maurício de Souza por terem me ensinado a gravar os melhores “B-Sides” da minha infância.

E claro, em me tornar o maior serial killer infantil dos K7 de Milionário e José Rico, Chitãozinho & Xororó, Sérgio Reis e sua turma.

O “Top 5” de nossas vidas

Momentos não são apenas pequenos prazeres em nossas vidas.

Quais os melhores riffs de guitarra na sua opinião ? Liste os piores momentos de sua vida até agora. Quais as melhores “primeiras linhas” que você já leu em um livro ? Os beijos mais memoráveis na tela do cinema. Ou diga, sem pensar muito, as inesquecíveis vezes que lhe faltaram palavras diante alguém ou quando as lágrimas caíram de seus olhos sem nenhuma explicação.

Rob Fleming e Spit já nos convenceram a divertida maneira que é listar tais acontecimentos em um “Top 5” dos melhores e piores momentos de nossas vidas. Um “déjà vu” de números e palavras que nos fazem lembrar de canções, lágrimas, sorrisos e amores. Um “revival” das lembranças nos anos que antecederam o dia de hoje.

Vamos lá. Pegue um papel, caneta e liste cada um desses momentos ou prazeres guardados em sua cabeça. Crie listas sobre o quê um dia você foi e o que se tornou agora. Não sinta vergonha dos cinco primeiros amores. Acredite, todos nós já tivemos mais de um. Não se arrependa das cinco maiores loucuras que você cometeu – a minha #2 foi de correr ao estilo “What’s My Age Again“, debaixo de chuva, no Centro da capital gaudéria. Breve, em um Top 5 compartilhado para vocês ;)

Já diziam Os Mutantes: “dizem que sou louco por pensar assim, se eu sou muito louco por eu ser feliz. Mas louco é quem me diz, e não é feliz“.

Chore, respire, sorria, pois você é constituído por cada um desses momentos.
Acima de tudo, VIVA, pois cada um desses itens fez você respirar até hoje.


Video: Moments
Dirigido por: Radiolab

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Qual a minha idade, mais uma vez ?

De início, achei que meu primeiro post por aqui fosse ser relacionado a alguma referência punk, no bom e velho estilo Sid Vicious (Sex Pistols) ou Jello Biafra (Dead Kennedys) de chutar o balde.

Depois pensei que, talvez, fosse alguma história sobre a fase adolescente, com os fones de ouvido a todo volume, descendo algum corrimão qualquer de patins e cantando “What’s My Age Again” do blink-182.

E com a passar dos anos “aborrecentes”, aquela estrofe da banda Junk – Vamo é Comemorá – começa a ter algum sentido: “Mesmo bagunçando a gente aprende e mais tarde a turma vira gente. Vai de gravatinha pro emprego. Começa o desespero“.

Suas noites insones são trocadas por oito horas diárias de trabalho, aquela cerveja tri gelada pela manhã se transformou em um café sem açúcar e o mais próximo que o seu escritório consegue ser da praia que você tinha antes é ter o formato de um aquário, feito de divisórias moduladas.

Você começa a entender que a cena musical não se resume apenas em “stages diving” ou rodas punk no meio do Fórum Social Mundial. Você começa a “ouvir” ao invés de balançar a cabeça. Percebe que em todo estilo musical há uma lição a ser aprendida. Boa ou ruim.

Nem por você nem por ninguém, eu me desfaço dos meus planos. Quero saber bem mais que os meus 20 e poucos anos“, é o que canta Fábio Jr., em Vinte e Poucos Anos, ao mostrar que, apesar da idade e responsabilidades, todos nós temos aquela essência jovem viva dentro de nós que grita por um pouco de liberdade.

Então percebemos que somos um pouquinho “disso” e “daquilo” quando vamos para o trabalho, vestindo nossos jeans, camiseta e All Star. Já podemos dizer que somos responsáveis, que temos obrigações diárias e prazos a serem cumpridos, mas que não deixamos a nossa cerveja de lado, a companhia de nossos amigos e nem o vício incurável que só a música nos oferece.

Sim, essa música que une gerações diversas, sejam elas “X” ou “Y”. Essa força imensurável feita de riffs e acordes. Essa canção que indaga a nossa cabeça ao questionar “I never want to act my age… what’s my age again“.

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