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Skunk Anansie e as baratas de Charlie Big Potato.

Zapeando pelos canais da vida, a MTV me mostrou um clipe repleto de baratas nojentas tomando conta de uma casa enquanto uma mulher arrasava no vocal firme em todos os segundos da música. Charlie Big Potato é o nome da música que Skunk Anansie estava tocando.

Há alguns dias, enquanto ouvia a trilha sonora do maravilhoso Sucker Punch, dirigido por Zack Snyder, reconheci aquela voz e fui atrás da música que há muito havia escutado. Eis que me reencontrei com Skunk Anasie, banda de rock britânico liderada pela vocalista Skin.

Outros membros da banda são Cass (Richard Lewis) no baixo, Ace (Martin Kent) na guitarra e Mark Richardson, que substituiu o baterista original, Robbie França. O grupo foi formado em 1994, mas separou-se em 2001.

O nome veio depois dos contos do folclore do Oeste-Africano, de Anansie – o homem-aranha, com Skunk acrescentado para fazer o nome “ser mais desagradável”. Uma banda com vocal forte e letras pesadas, com clipes com baratas nojentas que fazem jus ao nome.

A discografia de Skunk Anansie tem seis álbuns publicados. O último foi lançado em setembro de 2012 e se chama Black Traffic, que foi alvo de críticas no review da NME. Uma entrevista com Skunk Anansie diz que a banda é a mais detestada do Reino Unido, mas que apesar destas críticas, é bem sucedida e tem fãs nos lugares mais estranhos.

Confira o vídeo de Charlie Big Potato, o clipe com as baratas nojentas que mencionei no começo do texto.

Ficha Técnica

Nome: Skunk Anasie
Gênero: Rock Alternativo
Site: Website | MySpace Skunk Anansie
Origem: Inglaterra (Londres)

O novo single do The Subways é uma festa !

O álbum Money and Celebrity só será lançado em Setembro desse ano, mas o The Subways liberou em sua página o novo single – It’s a Party! – para download. Basta você cadastrar o endereço de seu e-mail e um link para confirmação será entregue em sua caixa postal. Simples assim !

Apesar de recomendarmos o download no website da banda, para apoio da causa, disponibilizamos também a faixa na íntegra aqui no blog. Então escute por aqui e corra para fazer o seu download:

 

Ficha técnica

Nome: The Subways
Gênero: Rock Alternativo
Site: Website | MySpace
Origem: Inglaterra (Welwyn Garden City)

Walk, o Foo Fighters em um dia de fúria

Wasting Light, como já dissemos aqui, é a ponta do iceberg que mostra o retorno de Dave Grohl e sua banda. E na minha opinião, o novo álbum pode ser considerado um dos melhores da carreira do Foo Fighters. Prova disso é o retorno de algo que era característica absoluta do Foo Fighters e que não víamos já há algum tempo: a criatividade na produção de seus videoclipes.

Estou falando dos devaneios de Dave Grohl em Everlong ou sobre o vôo alucinógeno com Jack Black em Learn To Fly. Sem contar nos clássicos My Hero, onde banda toca dentro de uma casa em chamas durante o resgate heróico do personagem, ou Walking After You que mostra um lado mais romântico na atuação do vocalista.

E após alguns videoclipes, não menos significativos ou de sucesso, o Foo Fighters traz de volta toda essa criatividade em sua mais nova produção, Walk, que faz uma paródia de Um Dia de Fúria (Falling Down, 1993) com Michael Douglas.

O resultado você confere abaixo:

 

E agora, me dêem licença que vou lá curtir uma playlist do Foo Fighters :)

The Pigeon Detectives – Up, Guards And At ‘Em!

O The Pigeon Detectives é uma banda de Rothwell, West Yorkshire (cidadezinha mercante da Inglaterra) formada em 2002, mas que apesar de já tocar em grandes festivais há algum tempo, não é tão conhecida aqui pelo Brasil.

Up, Guards And At ‘Em! foi lançado esse mês pela label Dance To The Radio e é o terceiro álbum da banda após um hiato de três anos.

Antes disso, Emergency (2008) foi uma grande decepção aos ouvidos de quem havia gostado do estilo alegre e divertido de canções como “I Found Out“, “Caught In Your Trap” ou “I Can’t Control Myself“, lançadas no álbum Wait For Me (2007).

Mas no novo álbum – Up, Guards And At ‘Em! – se percebe o quanto a banda estava disposta a passar uma borracha no passado, onde podemos ouvir faixas muito bem trabalhadas e diversificadas com o bom uso de guitarras e sintetizadores.

Claro exemplo disso é conferido em “Turn Out The Lights” e “I Don’t Know You” – faixas mais românticas para aquele seu encontro de Sábado à noite – e com “Need To Know This” e “Done In Secret“, que nos faz ter a vontade de colocar o volume à toda.

Então, se você curte Dirty Pretty Things, The Fratellis, The View ou bandas da cena indie britânica, não deixe de conferir o trabalho da The Pigeon Detectives.

Curiosidade: em 2007 eles fizeram um cover da música “The Power of Love” (soundtrack de “De Volta Para o Futuro“) do Huey Lewis and the News, para a coletânea Radio 1 Established 1967, em celebração ao 40º aniversário da BBC Radio 1.

 

Ficha Técnica:

Nome: The Pigeon Detectives
Gênero: Indie, Alternativo
Site: Website | Myspace
Origem: Rothwell, West Yorkshire (Inglaterra)

Categorias:Música Tags:,

“Rope”, a ponta do iceberg chamado Foo Fighters

56 anos depois do Dr. Emmett “Doc” Brown ter caído em seu banheiro e inventado o capacitador de fluxo, aqui estava eu, também no banheiro, mas dessa vez como um bom portador de TDAH, aproveitando o banho e perdido dentre meus pensamentos. Mas não, não foi dessa vez que concretizei a versão brasileira da máquina do tempo ou, muito menos, descobri a pergunta para a resposta para a vida, o universo e tudo mais.

Na realidade, foi pouco depois do sabão cair no meu olho e ter soltado o verbo para todo o andar ouvir, que percebi o player de MP3 tocando uma playlist do Foo Fighters. Até aí tudo bem, grandes coisas, o que isso teria a ver com o doutor do “De Volta Para o Futuro“, certo ? Certo !

Pense você, o quão interessante seria, se o doutor estive naquele momento ouvindo um vinil do Chuck Berry em sua vitrola de 45rpm e começado então a pensar que aquele cara, fazendo o “duck walk” com sua Gibson branca, tivesse sido preso – por assalto à mão armada e roubo de carro – dez anos antes. Até aquele momento, para o Dr. Brown, a única relação entre Chuck Berry e a música era a tão famosa “Johnny B. Goode” *.

De volta a 2011, no chuveiro com Cesinha, os pensamentos se voltam para Dave Grohl. Ôpa, espera aí, não me interpretem mal, eu só me refiro à música dele, ok ? Voltando.. Dave Grohl, o bateirista substituto de uma banda grunge de Seatle, que de coadjuvante passou a ser leader vocal do Foo Fighters – banda que ecoava pelos três cantos do banheiro, já que a porta estava aberta, e formada por ele mesmo após o suicídio de você-sabe-quem. (Aguarde pelo artigo de abril).

Mas não foi um caminho assim tão fácil. A primeira demo, com 15 faixas, foi gravada em 1994, mas apenas em 1995 o álbum de 12 faixas, intitulado “Foo Fighters“, foi lançado. Fato relevante para o cara ser mesmo foda é de que todas as faixas foram produzidas no estúdio pelo próprio Dave Grohl, onde gravou sozinho o vocal, guitarra, baixo e bateria. E, assim, como Chuck Berry, precisou se desvencilhar do seu passado e, junto da sua nova banda, conquistar os palcos de todo o mundo.

21 anos depois, após o lançamento de 6 álbuns, para provar que o bom rock alternativo continua entre nós, o Foo Fighters liberou em sua página oficial no dia 1º de Março, Rope, o primeiro single de “Wasting Light“, previsto para ser lançado na primeira quinzena de abril.

Dono de um refrão que gruda na cabeça e um estonteante jam de distorções e batidas, o single é apenas a ponta do iceberg que vêm pela frente, e que vale muito à pena ser conferido.

Ficha Técnica

Artista: Foo Fighters
Gênero: Rock Alternativo
Site: Site Oficial
Origem: EUA (Portland)

* Apesar de ter sido escrita em 1955, “Johnny B. Goode” foi lançada apenas em 1958, onde alcançou a posição de #2 na Billboard Magazine.

Então quer dizer que a Scarlett Johansson canta?

Filha de um dinamarquês e uma judia, Scarlett Johansson já foi eleita a mulher mais sexy do mundo (Playboy e Esquire). Além de atriz (e cantora, veja só) é modelo: suas campanhas para Louis Vuitton, Dolce & Gabbana, Calvin Klein, L’Oreal etc, dão muito certo graças às suas curvas provocantes.

Scarlett cresceu em filmes como Meninas de Ninguém (1996), onde chegou, inclusive, a receber uma indicação de melhor atriz ao Independent Spirit Award. Moça com Brinco de Pérola (2003), Dália Negra (2006) e Vicky Cristina Barcelona (2008) renderam à Scarlett portas abertas ao sucesso. Sua beleza, muito mais que seu talento, foi altamente aproveitada no filme The Spirit (2008).

A femme fatale deu uma palhinha de sua voz no filme Encontros e Desencontros (2003), onde canta num karaokê. No entanto, um trabalho mais consistente só foi surgir em 2008, quando ela lançou o CD Anywhere I Lay My Head, com covers das músicas de Tom Waits e participação de David Bowie.

Em 2009, Pete Yorn lançou Break Up, um CD que conta com a participação da loira nos vocais – gravados em duas tardes no ano de 2006. Break Up se adapta muito melhor à voz da atriz. Confira Relator, com Pete Yorne.

O que você acha? Não gostei da voz dela (embora, comparado à cena do karaokê, ela esteja fenomenal), mas é interessante falar de Scarlett, considerando que a atriz arriscou alguns passos no mundo da música.

Ficha Técnica

Nome: Scarlett Johansson
Site: Fan-Site | MySpace
Gênero: Alternativo, Indie
Origem: EUA

AFI – A Fire Inside

Estava eu conversando com o meu amigo @dark2art quando ele diz: “Peraí Raquel, essa música eu tenho que ouvir” e começou a tocar uma banda legal, com um vocal alternando entre uma voz limpa e drives fortíssimos, sem lá muita técnica, mas enfim. Perguntei o que era aquilo e ele me respondeu “A Fire Inside”.

AFI, o acrônimo para o nome do grupo, é uma banda norte-americana de rock alternativo, hardcore ou seja lá o que essa mistura proporcionar. Foi formada na Califórnia em 1991 por Davey Havok (vocal), Adam Carson (bateria) e “The Artist Still Known As Mark” (guitarras). Com esta formação, quatro anos depois a banda lançou o CD Answer That And Stay Fashionable, tocando a carreira desde então. Já são oito discos e onze EP’s comercializados pela banda.

Ficha Técnica

Nome: A Fire Inside
Site: Site Oficial | MySpace
Gênero: Alternative Rock
País de Origem: EUA (Califórnia)

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