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Posts Tagged ‘Comédia Romântica’

Audrey Hepburn e Humphrey Bogart em “Sabrina” (1954)

Audrey vestindo Givenchy“Sabrina” é um filme interessante sobre amor e poder. Sabrina Farchild (Audrey Hepburn) é a filha do chofer da família Larrabee, uma família poderosa que está no comando de uma indústria em evidência. Ela é apaixonada desde pequena por um dos irmãos Larrabee, Dave (William Holden), um playboy incorrigível que passa boa parte do seu tempo cortejando mulheres. O outro irmão, Linus (Humphrey Bogart), é completamente dedicado ao trabalho.

O pai de Sabrina, cansado de vê-la triste, a envia a Paris para fazer um curso de gastronomia e mudar de ares, mas o coração da garota ainda se atém a Dave. Dois anos depois, ela retorna de Paris como uma nova mulher, mais madura, elegante e delicada. Desta forma, Sabrina desperta a atenção de Dave, mas ele está noivo da filha de um poderoso dono de uma indústria – uma manobra de seu irmão para fundir as empresas. A fim e proteger o império, Linus decide passar mais tempo com Sabrina, mas acaba se apaixonando por ela.

Humphrey Bogart e Audrey Hepburn

“Sabrina” conquistou cinco dos doze prêmios a que foi indicado, dentre eles o Oscar de melhor figurino preto e branco e o Globo de Ouro de melhor roteiro. Em 1995, uma refilmagem foi produzida sob o mesmo título, com Harrison Ford, Julia Ormond e Greg Kinnear nos papéis principais.

Ficha Técnica

Título: Sabrina (Sabrina)
Diretor: Billy Wilder
Ano: 1954
Gênero: Comédia Romântica
Duração: 113 minutos

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“Amizade Colorida”, bobo e despretensioso

Jamie e Dylan conversando no parqueAmizade Colorida é mais um daqueles filmes em que nenhum dos personagens quer se apaixonar de verdade, mas acabam gostando um do outro. Ele contribui para as comédias desse tipo, embora não se aproxime de um “Amor e Outras Drogas”.

A primeira cena do filme é bem editada e mostra Jamie (Mila Kunis) e Dylan (Justin Timberlake) no telefone, aparentemente falando um com o outro, mas na realidade estão terminando com seus respectivos parceiros. Caminho livre para os dois, que não querem mais se machucar no grande e sinuoso caminho do amor.

Jamie é uma talentosa caçadora de talentos que encontra em Dylan (responsável por um blog em LA com inúmeros acessos) um criativo potencial para o cargo aberto da revista GK, em Nova York. Convencido a se mudar para NY, os dois constroem uma amizade sólida baseada em humor e muita sinceridade.

Jamie e Dylan conversando na casa de Jamie

Diálogos afiados contornam a trama, evidenciando a personalidade do casal. Inicialmente amigos, o relacionamento dos dois demora a se estabelecer, já que ambos passam por situações com outros parceiros antes de entenderem que se pertencem. Alguns pontos são bem clichês, mas o filme parece querer brincar com isso, algo que fica claro nas críticas que Jamie faz as comédias românticas que ela mesma assiste.

Amizade Colorida é bobo e livre de pretensões, com o intuito de mostrar que o amor não é só química, é companheirismo também. Mila Kunis e Justin Timberlake fazem um par divertido, mas ela rouba a cena como protagonista.

Ficha Técnica

Título: Amizade Colorida (Friends with Benefits)
Ano: 2011
Diretor: Will Gluck
Gênero: Comédia Romântica
Duração: 110 minutos.

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Cartas para Julieta

Cartas para Julieta é uma comédia romântica bem àgua com açúcar, dirigida por Gary Winick (o mesmo de De Repente 30) que aposta na premissa de que todos devemos acreditar e procurar sempre pelo nosso verdadeiro amor.

Em busca de um pouco de romance em seu relacionamento, Sophie (Amanda Seyfried) e Victor (Gael García Bernal) embarcam para Verona, a charmosa cidade italiana que serviu de palco para a história de Romeu e Julieta. Victor, no entanto, passa muito tempo buscando fornecedores para seu novo restaurante e Sophie passa a visitar os pontos turísticos da cidade sozinha.

A primeira parada é a casa de Julieta, cuja parede é preenchida diariamente com cartas e mais cartas de mulheres que buscam conselhos de amor com a personagem de Shakespeare. Ao término do dia, um grupo de mulheres recolhe as cartas e as respondem, uma a uma, no papel de “secretárias de Julieta”.

Empolgada com a tarefa destas mulheres, Sophie passa a ajudá-las com o intuito de escrever sobre o trabalho delas. A garota encontra no muro uma carta muito antiga, com cerca de 50 anos, escrita por uma inglesa chamada Claire que se apaixonou por um italiano em sua juventude, mas perdeu a oportunidade de fugir com ele. Sophie se comove com a história e decide responder à Claire, mesmo depois de tanto tempo.

Empolgada com o conselho da carta, Claire Smith (interpretada pela animada e maravilhosa Vanessa Redgrave) retorna à Itália para procurar a paixão de sua adolescência, acompanhada de seu neto mau humorado, Charlie (Christopher Egan). Com Victor ocupado, Sophie ajuda Claire em sua busca por Lorenzo Bartolini, enquanto descobre mais sobre si mesma e as escolhas que a levaram ali.

Por mais “previsível” que o filme seja, é legal ver como os personagens chegaram em seus destinos. Claire conduz a história com sua paixão de menina, reacendida pela carta – as dúvidas, as certezas, as lembranças, tudo é muito palpável quando Vanessa Redgrave entra em cena. Sophie acredita plenamente no que faz, mas é uma mulher que precisa de uns empurrões de vez em quando. E Charlie é impaciente e preocupado, enquanto cutuca Sophie com seu humor inglês.

E algo que merece nota é a seleção de músicas para a trilha sonora, que acompanha tão bem os momentos de humor, drama e romance. Mesmo contando com músicas em italiano, o destaque fica por conta de Love Story (da Taylor Swift, hem hem) que resume bem a essência do filme.

No fim, esse discurso de amor verdadeiro podia muito bem contar com atuações mais intensas por parte do casal principal, mas a salada toda de perfis ingleses, italianos e americanos combinam com o gênero do filme e com o público a que ele se destina. Gostei e recomendo :)

Ficha Técnica

Título: Cartas para Julieta (Letters to Juliet)
Diretor: Gary Winick
Ano: 2010
Gênero: Comédia Romântica
Duração: 105 minutos

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Quando se casa com alguém, casa-se com “A Sogra”

Em 1991, Jane Fonda anunciou que estava se aposentando da indústria cinematográfica e não tinha intenções de voltar a atuar, mas 15 anos depois ela retorna às telas com o filme A Sogra, no papel da própria.

Jennifer Lopez interpreta Charlotte Cantili, uma garota simples que se apaixona pelo rico e fino neurocirurgião Kevin Fields (Michael Vartan). Bem humorado, carinhoso, bonito e bem sucedido, Kevin é tudo o que Charlotte sempre quis. Tudo vai bem até que ele apresenta Charlotte à sua mãe, Viola Fields (Jane Fonda), jornalista que passa por uma verdadeira crise depois de ter perdido o cargo de âncora em uma das maiores emissoras de TV do país. Indignada com a namorada plebeia e mal vestida que o filho arranjou, Viola entra em choque quando descobre que os dois pretendem se casar e decide tornar-se a pior e a mais inconveniente sogra do mundo.

Apoiado nas estereotipadas e velhíssimas piadas sobre sogras, o roteiro deixa a desejar passando por todos os personagens de forma muito superficial. Kevin passa o filme todo em convenções médicas e perde a chance de ter mais influência na briga entre as duas mulheres. A única engraçadinha da história é a mal humorada assistente de Viola, Ruby (Wanda Sykes) que ajuda e atrapalha a megera em seus planos. Outra ponta memorável é feita por Elaine Stritch, no papel de Gertrude. Mãe rancorosa de um dos quatro ex-maridos de Viola, Gertrude é fundamental para explicar a atitude dissimulada de Viola.

A Sogra é um filme que brinca com o estereótipo da velha rabugenta que não quer abrir mão do filho para qualquer mulher. Não causa risadas sinceras, não emociona e nem surpreende. É mais do mesmo, e menos do que poderia. Infelizmente Jane Fonda não deu tudo de si, caro leitor. Mas ela retorna triunfante e dedicada em Ela é a Poderosa, contracenando com Felicity Huffman e Lindsay Lohan.

Ficha Técnica

Título: A Sogra (Monster-in-Law)
Diretor: Robert Aldrich
Ano: 2005
Gênero: Comédia Romântica
Duração: 93 minutos

Futilidades e auto-conhecimento em “Material Girls”

Tanzie (Hillary Duff) e Ava Marchetta (Haylie Duff) são duas patricinhas, filhas do dono de uma poderosa indústria de cosméticos. Vivendo em meio à festas, massagens, cabelereiros e grifes, o mundo da beleza é o que importa e as duas não dão bola pra nada.

Em uma festa da empresa, alguém sabota o vídeo institucional colocando depoimentos de pessoas que usaram os produtos Marchetta e sofreram queimaduras ou outras lesões na pele. Com o escândalo, a fábrica vira alvo de protestos e a fortuna das garotas some pelo ralo. Sem casa e sem dinheiro, elas procuram abrigo com a governanta Inez (Maria Conchita Alonso), antiga amiga da família.

Tanzie e Ava começam a buscar os responsáveis pela sabotagem e começam a ver que existem mais coisas na vida além de festas, luxo e dinheiro. Armadas com sua beleza e (um pouco) de senso crítico, as garotas começam a distinguir amigos de inimigos e mergulham de vez no mundo corporativo e suas intrigas. No elenco também temos Anjelica Huston no papel de Fabiella, uma mulher gananciosa e interessada na empresa.

A trilha sonora é leve, com músicas da Hillary Duff é claro, mas acompanha o ritmo do filme muito bem. As irmãs mostram muita conexão na telinha e divertem o público. Material Girls tem uma reviravolta interessante, mas você precisa aguentar as futilidades e alguns diálogos infantis das meninas, porque o papel delas é esse: meninas que sempre tiveram tudo e agora se vêem sem nada.

Ficha Técnica

Título: Material Girls (Material Girls)
Diretor: Martha Coolidge
Ano: 2006
Gênero: Comédia Romântica
Duração: 97 minutos

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Par Perfeito

Em Par Perfeito, Ashton Kutcher interpreta Spencer Aimes, um agente secreto que trabalha para o governo dos EUA eliminando pessoas que são ameaça à segurança nacional do país. Em uma de suas missões, ele conhece Jen (Katherine Heigl) que está em uma fase difícil de sua vida e foi viajar com os pais. O agente – que se apresenta como consultor de negócios – cai de amores por ela e decide normalizar sua vida, casando-se com Jen e oferecendo conforto e segurança à sua nova esposa.

Jen nem imagina que Spencer trabalhava com isso e leva a vida em harmonia com o marido, atormentada apenas pelas preocupações banais de uma sociedade americana perfeita: os vizinhos estranhos, não engordar, estar sempre disponível para o marido para não ser trocada, arranjar tempo para comemorar o aniversário de casamento, etc, etc. Essa calmaria toda, no entanto, tem um fim: os antigos empregadores de Spencer resolvem ir atrás dele e o casal começa a ser atacado de todos os lados (sério).

Par Perfeito peca na originalidade do roteiro e traz uma comédia relativamente fraca. O diretor, Robert Luketic já arriscou mais em seus sucessos Legalmente Loira e Quebrando a Banca. O roteiro se parece muito com Sr. e Sra. Smith e RED, mas não podemos comparar o casal de Par Perfeito com Angelina Jolie e Brad Pitt ou Bruce Willis e a esforçada Mary-Louise Parker. Os clichês saltam da tela a todo momento e a mocinha exagera na cara de espanto, mas a comédia quebra a tensão de um final de domingo.

Ficha Técnica

Título: Par Perfeito (Killers)
Diretor: Robert Luketic
Ano: 2010
Gênero: Comédia Romântica, Ação
Duração: 100 minutos

Elsa & Fred – Um Amor de Paixão

23/03/2011 Deixe um comentário

Numa situação cotidiana qualquer, um homem e uma mulher de personalidades completamente opostas se conhecem. O tempo passa, a convivência aumenta, surge o amor e suas vidas são mudadas. Com certeza você já viu essa história antes. Eu também. Assim de pronto me lembro de três filmes com essa fórmula básica: Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças (Eternal Sunshine of the Spotless Mind, 2004), Ensina-me a Viver (Harold & Maude, 1972) e Nunca Te Vi, Sempre Te Amei (84 Charing Cross Road, 1987). Todos são ótimos e altamente recomendáveis. E Elsa & Fred – Um Amor de Paixão é mais um dessa lista.

O filme é de 2005 e ambientado em Madrid, numa produção espanhola e argentina. O mote eu já contei praticamente inteiro, mas isso não prejudica em nada o encanto do filme. O que conta realmente são os detalhes da história e os protagonistas, um com 78 anos de idade, outro com 77. Fred é hipocondríaco (“cagão”, como definiu Elsa em um dos melhores diálogos do filme), circunspecto, apagado e recentemente viúvo, enquanto Elsa é inconseqüente, intensa, jovial, aventureira e mentirosa. Apesar de não serem ímãs, a atração era inevitável.

A história é contada de uma maneira muito despretensiosa, simples e delicada. Mesmo havendo dramas subjacentes tudo é tratado com leveza e humor, e, pra mim, foi impossível não assistir à história com um sorriso contínuo. É tão bonito e otimista que, por mais que você não esteja na mesma sintonia, não há como resistir à ternura que inspira. É, portanto, daqueles filmes que te fazem sentir bem quando acabam, ao mesmo tempo em que te fazem avaliar uma porção de coisas da sua própria vida. Sim, porque ele também dá alguns recados significativos, independentemente da sua idade e sem cair na pieguice. O enfoque não está na maior proximidade que os personagens enfrentam do último suspiro ou chance, mas em como a vida pode melhorar a qualquer momento – bastando estar aberto a essas oportunidades.

Não vou contar mais pra não tirar as pequenas surpresas da história, não se preocupem. Apenas vou me ater a dizer que Elsa & Fred foi uma surpresa muito agradável, que tem o poder de melhorar o ânimo dos corações mais peludos. Vale a pena assistir e refletir a respeito, em qualquer etapa da vida que você esteja.

Ficha Técnica

Título: Elsa e Fred – Um amor de paixão (Elsa e Fred)
Diretor: Marcos Carnevale
Ano: 2005
Gênero: Comédia romântica
Duração: 105 minutos

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