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Posts Tagged ‘Comédia’

Ruby Sparks: A Namorada Perfeita

Paul Dano, Zoe Kazan, Ruby Sparks

Calvin Weir-Fields (Paul Dano) é um famoso escritor de um livro só que luta consigo mesmo para desenvolver uma nova história. Com pouco ou nenhum esforço para se relacionar com outras pessoas, ele passa os dias em sua casa gigante sem produzir nada relevante, até que um dia arranja uma inspiração: uma garota ruiva que povoa seus sonhos e fala com ele de um jeito doce e desprovido de interesse em sua fama, do jeito que ele imagina que uma namorada deva ser.

Tomado por uma alegria repentina, ele começa a escrever sobre ela, a quem chama de Ruby Sparks, e realmente se apaixona pela personagem. Sem mais nem menos, a garota se materializa em sua casa, de camisa e cabelo bagunçado, como se vivesse em um relacionamento com ele há meses – e nem desconfia de que é um produto da sua imaginação.

Paul Dano

Calvin decide largar da história para viver uma história de amor sincera com Ruby (Zoe Kazan), mas quando a vida a dois começa a mostrar algumas imperfeições, ele passa a modelar algumas características da namorada para que ela aja de acordo suas expectativas.
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“Qual é o seu número?” adapta livro de Karys Bosnak para os cinemas

Chris Evans, Anna Faris, Qual é o seu número?

Qual é o seu número? (What’s your number?) é baseado no livro 20 Times a Lady de Karyn Bosnak e conta com Anna Faris e Chris Evans no elenco, em uma sintonia divertida. Depois de arrancar risadas e suspiros interpretando o Tocha Humana em Quarteto Fantástico, Chris Evans colhe bons frutos da sua carreira, se firmando como um ator bom para comédias que precisam de um mulherengo.

Qual é o seu número? narra a história de Ally Darling (Anna Faris), uma garota que fica horrorizada ao descobrir em um artigo que, em média, as mulheres tem 10,5 parceiros sexuais ao longo da vida. Achando que o número é baixo demais, ela começa a contar com quantos homens já transou e percebe que o seu número é um pouco alto demais – na verdade quase o dobro.

O artigo ainda diz que as mulheres que tiveram 20 ou mais parceiros tem muito mais dificuldades para se casar, o que deixa Ally desesperada. Então ela começa a caçar os ex-namorados para ver se algum deles melhorou a ponto de poder se tornar seu marido para que não precise chegar à marca dos 20. Para ajudar na caça, ela conta com a ajuda do vizinho mulherengo Colin Shea (Chris Evans). Tudo que Ally precisa fazer em troca é ajudar Colin a expulsar as mulheres que leva pra cama e não vão embora no dia seguinte.

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Amor por Contrato explora os limites do “marketing invisível”

Amor por Contrato, Demi Moore, David Duchovny

David Duchovny e Demi Moore dão vida ao casal Steve e Kate Jones, que vivem numa linda casa, com uma linda família e o carro esportivo mais novo, as mais badaladas festas da vizinhança, a decoração mais requintada e a comida de melhor qualidade. Seus filhos, Jenn (Amber Heard) e Mick (Ben Hollingsworth) são os mais populares do colégio, vestem as melhores roupas e tem as melhores dicas para os amigos. Tudo é perfeito, um verdadeiro sonho americano realizado.

Mas na realidade essa família perfeita é composta de quatro estranhos que nem sabem os sobrenomes uns dos outros, unidos por uma empresa que cria unidades familiares para se instalarem em uma vizinhança e propagarem seu estilo de vida. Com isso, as vendas dos produtos que usam aumentam, porque todos querem ser a família Jones. É o “marketing invisível”, como diz a líder da empresa (merchandising, nos termos corretos).

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Bom ritmo no filme Três Vezes Amor

Três Vezes Amor, Ryan Reynolds, Abigail Breslin

Três Vezes Amor é uma dica de comédia que coloca Ryan Reynolds (do filme Lanterna Verde), Abigail Breslin (do filme Pequena Miss Sunshine), Rachel Weisz, Elizabeth Banks e Isla Fisher numa história cheia de idas e vindas de como as pessoas se relacionam e porque se separam.

Ryan Reynolds é Will Hayes, um jovem de 30 e poucos anos que vive em Manhattan com a filha de 10 anos de idade, Maya (Abigail Breslin). Will está em fase de separação e Maya quer saber tudo sobre como os pais se conheceram e se apaixonaram. Como numa espécie de jogo, Will começa a contar a história de sua vida, desde quando mudou-se de Wisconsin para Nova York em 1992 para trabalhar numa campanha presidencial, e apresenta três de suas ex-namoradas. Ele dá detalhes de cada uma das mulheres, mas troca os nomes para que a filha descubra pra quem Will Hayes fez o pedido de casamento.

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A morte lhe cai bem

Meryl Streep em cena de A morte lhe cai bem

Meryl Streep não faz o tipo de comédia, vocês com certeza concordam comigo. Mas ao lado de Bruce Willis, ela interpreta uma personagem divertida que dá o tom do filme A morte lhe cai bem. Madeline Ashton (Streep) é uma atriz convencida que rouba o marido de uma escritora decadente, Helen Sharp (Goldie Hawn). Deprimida, a escritora entra em depressão e ganha alguns quilos a mais. No entanto, após 14 anos ela volta ao radar esplendorosamente ao lançar um livro chamado Eternamente Jovem.

Madeline continua com Ernest Menville (Bruce Willis) – o marido roubado – mas se sente ameaçada pela beleza e juventude da antiga rival, então passa a procurar alternativas para se manter jovem. Essas alternativas, no entanto, podem mudar o rumo da vida delas para sempre.

A morte lhe cai bem não tem nada de extraordinário, mas tem cenas engraçadas que acabam valendo os 100 minutos de projeção. Robert Zemeckis (Forrest Gump) teve a sorte de reunir um elenco interessante para salvar as caretas e piadas que faz.

Ah, e uma curiosidade: durante a gravação da cena de luta entre as personagens Madeline e Helen, Meryl Streep acidentalmente fez uma cicatriz no rosto de Goldie Hawn (é verdade, podem procurar uma foto recente da Goldie no Google).

Ficha Técnica

Título: A morte lhe cai bem (Death Becomes Her)
Diretor: Robert Zemeckis
Ano: 1992
Gênero: Comédia
Duração: 103 minutos

Figurino e direção de arte invejáveis em “Cinderela em Paris”

Audrey Hepburn é daquelas atrizes intocáveis, que se tornam um ícone em seu tempo por um motivo ou outro. No caso de Audrey, sua delicadeza, simpatia e bom gosto marcaram a época da atriz.

Dick Avery (Fred Astaire) é um famoso fotógrafo de moda que trabalha para a Quality Magazine, uma revista feminina de tendências. Durante a sessão de fotos com uma modelo sem graça e sem cérebro, Dick convence a editora da revista, Maggie Prescott (Kay Thompson), de que deve procurar um novo rosto. Dick recomenda Jo Stockton (Audrey Hepburn), a balconista da livraria no Greenwich Village que serviu de cenário para o último ensaio fotográfico.

Jo não apresenta interesse nenhum em trabalhar como modelo, pelo contrário, repudia tudo o que o mundo da moda propõe e cria barreiras filosóficos para não participar do ensaio. Mas Dick, encantado com o charme e a atitude da garota, promete levá-la a Paris para ser fotografada em lindas roupas e, de quebra, ela pode conhecer seu ídolo pensador Emile Flostre (Michel Auclair), pai do empaticismo que Jo acredita e prega. Em solo europeu, Dick e Jo acabam se apaixonando durante os ensaios, oferecendo a Jo uma nova experiência.

Cenas do filme Cinderela em Paris

O filme pode não agradar quem não gosta de musicais, mas sua estética é tão impecável que merece ser visto. A fotografia é estupenda, a direção de arte é fabulosa e o figurino é de dar inveja. Audrey Hepburn está deslumbrante, e emana charme enquanto desfila em frente a câmera usando os modelitos Givenchy. E Fred Astaire brilha. Simpático e dotado de talento único, Fred se solta enquanto dança, e conquista o público com suas coreografias. A sequência das fotografias em frente aos pontos mais famosos de Paris é linda, e deixa o filme muito mais charmoso.

“Cinderela em Paris” passa por altos e baixos em sua história constantemente e torna-se cansativo entre tantas sequências longas de música. Ainda assim, Audrey Hepburn e Fred Astaire interpretam um casal bem interessante e o filme entra para a lista dos clássicos dos anos 50. O filme foi indicado para Oscars de direção de arte, fotografia, roteiro e figurino (incluindo Givenchy). Vale o tempo, com certeza.

Ficha Técnica

Título: Cinderela em Paris (Funny Face)
Diretor: Stanley Donen
Ano: 1957
Gênero: Comédia, Musical, Romance
Duração: 103 minutos

Curiosidade: O personagem de Fred Astaire, Dick Avery, é baseado em Richard Avedon, um dos maiores autores de portraits da história. A maior parte das fotografias retratadas no filme são de Avedon, inclusive o retrato do rosto de Audrey feito no laboratório fotográfico quando ela encontra Dick pela segunda vez.

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“Desventuras em Série”: o lado sombrio de Brad Silberling

Irmãos Baudelaire

Desventuras em Série não é o tipo de narrativa que agrada todo mundo. Primeiro porque tem pessoas que não apreciam um sarcasmo, com pitadas cavalares de humor negro e segundo porque essas mesmas pessoas muitas vezes não gostam de ler sobre “tragédias”. E Desventuras em Série é exatamente isso: uma série de pequenas tragédias contadas com um excelente humor inglês.

Baseado na série de 14 volumes de Lemony Snicket, o filme conta as desventuras dos irmãos Baudelaire. Os jovens Klaus (Liam Aiken) e Violet (Emily Browning) e a pequena Sunny (Shelby Hoffman) são órfãos que perderam seus pais e sua casa em um incêndio devastador. Embora os pais tenham muito dinheiro, as crianças não podem movimentá-lo até a maior idade, então entra em cena o gentil Sr. Poe (Timothy Spall), um inútil amigo da família. Ele arranja uma moradia para o trio com o Conde Olaf (Jim Carrey), um parente distante que recebe as crianças com segundas intenções.

Bastante ganancioso, Olaf deseja pegar a fortuna das crianças e não mede esforços para isso. É a inteligência de Violet e a rapidez de Klaus que os mantêm vivos e saudáveis enquanto os acontecimentos se sucedem.

A história de Lemony Snicket, na única chance que teve no cinema, não teve a melhor das adaptações ao tentar usar três livros em um único roteiro. O figurino é realmente fantástico, a fotografia e a direção de arte são estonteantes, a dupla principal dá conta do recado e da personalidade dos personagens, mas não passa disso. Jim Carrey tem um perfil único de atuação, e com ela ele altera por completo a essência do Conde Olaf, atribuindo um exagero em seus movimentos caricatos que nada lembram o verdadeiro Conde Olaf.

Além de tudo, o filme não capta a essência do humor dos livros, e cai na vala comum das más adaptações que agradam nem mesmo os fãs mais ardorosos.

Ficha Técnica

Título: Desventuras em Série (

Lemony Snicket’s A Series of Unfortunate Events)
Diretor: Brad Silberling
Ano: 2004
Gênero: Comédia
Duração: 113 minutos

“Amor a Toda Prova”: elenco afiado e roteiro bem feito.

Steve Carel e Juliane Moore em jantar romântico

Já falei da Emma Stone algumas vezes, ou tantas vezes que as pessoas me mandam todo e qualquer trailer em que a ruiva apareça, mesmo que por um segundo. Realmente, o jeito divertido e a interpretação natural de Emma me conquistaram meses atrás, quando assisti a excelente comédia “A Mentira”, uma indicação da Joyde aqui no Pipoca Musical. Em Amor a Toda Prova, Emma não é o ponto central da trama, mas dá um excelente show como coadjuvante.

Cal (Steve Carell) é um homem que pensava ter tudo sob controle, até que vê seu casamento indo para o espaço quando sua esposa (Julianne Moore) confessa que o traiu e pede a separação. Com a moral no fundo do poço, Cal busca consolo na bebida dia após dia em um bar local. É quando ele conhece Jacob (Ryan Gosling, de Namorados para Sempre, fantástico), o maior pegador da face da terra, que oferece ajuda para ensinar Cal como ser feliz e confiante, para provar a si mesmo que a vida continua.

Depois de jogar no lixo as roupas velhas, o tênis fora de moda e começar a usar ternos sob medida, Cal começa a interagir com outras mulheres fazendo uso dos sábios conselhos de Jacob – nunca fale muito de si, ouça sempre o que a mulher tem a dizer, seja gentil, e saia do bar acompanhado dela.

Em paralelo, conhecemos Hannah (Emma Stone), uma aluna de Direito extremamente dedicada, que tenta levar seu relacionamento pra frente, quando percebe que nunca vai sair do lugar. Ela chuta o balde e vai atrás de Jacob, que cantou ela num bar alguns dias antes.

Ryan Gosling sentado ao bar

É muito divertido ver Cal retomando o controle da sua vida, mesmo que do seu jeito. Várias mulheres – uma mais descontrolada do que a outra – caem no papo do quarentão, mas ele ainda gosta de sua ex-mulher e esse sentimento deixa o filme bonitinho. Juliane Moore (que recentemente fez “Minhas mães e meu pai”, que comentamos aqui também) faz bem seu papel e apresenta ótima química com Steve Carell.

Também tem o pequeno Robbie (Jonah Bobo), o filho de Cal que é apaixonado pela babá Jessica (Analeigh Tipto) que, por sua vez, nutre um amor maluco pelo quarentão. Mas a melhor cena é, sem dúvida, a sequência final, que dá dor no estômago de tão engraçada, e de quebra revela segredos da trama (sério, sem clichês).

Além do timing das piadas e das sequências bem produzidas, Amor a Toda Prova é um show de interpretação do elenco afiado e em sintonia. Hannah é cheia de energia, engraçada, charmosa. Jacob é inteligente, sedutor e malicioso. E Cal, mesmo desajeitado é um apaixonado.

Mesmo com o caráter “alternativo”, Amor a Toda Prova agrada a quem assiste, diverte todo mundo e ainda faz a gente pesar as atitudes que temos sem perceber. Afinal de contas, lá no fundo, somos todos apaixonados.

Ficha Técnica

Título: Amor a Toda Prova (Crazy, Stupid, Love)
Diretor: Glenn Ficarra, John Requa
Ano: 2011
Gênero: Comédia, Drama
Duração: 118 minutos

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“Zumbilândia”, um filme sobre zumbis que é engraçado e inteligente

Cartaz do filme "Zumbilândia"Quem já trocou figurinha comigo sobre séries e filmes sabe que eu não sou fã de zumbis ou filmes de zumbis. Não consegui ver os 15 primeiros minutos do episódio piloto de The Walking Dead e Madrugada dos Mortos me embrulhou o estômago. Como pode ver, não sou um potencial para falar do assunto, então talvez o que eu vou dizer de Zumbilândia não tenha significado algum pra você.

MAS eu quero dizer que é o filme mais divertido que eu já vi com zumbis. Tem as cenas grotescas, claro, mas a presença do elenco fez tudo ser mais divertido e passível de alguém que não aprecia decomposição da carne humana gostar.

Primeiro porque sou fã de Emma Stone desde que assisti A Mentira, e acho que ela me persegue desde então. Segundo porque é muito engraçado ver Jesse Eisenberg (lembra do Mark Zuckerberg em A Rede Social?) interpretando um ser apavorado cheio de regras para zumbis.

Zumbilândia é a terra dos mortos, cujos moradores são pessoas que foram atacadas pela doença da vaca louca e transformaram-se em zumbis sanguinários. Poucas pessoas restaram no mundo. Entre essas poucas pessoas, se encontra Columbus (Eisenberg), um grande covarde que tem umas trinta regras para ajudar a sobreviver a zumbis (algo como “sempre olhe o banco de trás do carro” e “certifique-se de que você está sozinho no banheiro”) e Tallahasse (Woody Harrelson), um casca grossa com um senso de humor negro o bastante para ocasionar diversas gargalhadas, motivado a comer o último “twinkie” (bolinho com recheio cremoso).

Cena do filme Zumbilândia

É Columbus quem narra a história. Em sua jornada, os dois conhecem as irmãs Wichiita (Emma Stone, maravilhosa) e Little Rock (Abigail Breslim), que passam a integrar o grupo depois de algumas armações próprias para sobreviver em Zombieland.

Todos decidem ir a Pacific Playland, um parque de diversões que, teoricamente, é livre de zumbis. No caminho, Columbus se apaixona pelo jeito tempestuoso e auto-suficiente de Wichiita, e Tallahasse brinca e briga com a pequena pentelha como se fosse uma irmã mais nova, formando um quarteto pronto para enfrentar os zumbis mundo afora.

Zumbilândia é uma comédia muito divertida, com atuações caprichadas do elenco, roteiro inteligente e direção firme de Ruben Fleischer. O filme ainda conta com uma participação especial de Bill Murray, como ele mesmo. Diversão garantida para quem gosta e também pra quem não gosta de zumbis.

Ficha Técnica

Título: Zumbilândia (Zombieland)
Diretor: Ruben Fleischer
Ano: 2009
Gênero: Comédia
Duração: 88 minutos.

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Se enlouquecer, não se apaixone (It’s kind of a funny story)

Cartaz do filme "Se enlouquecer, não se apaixone".Craig (Keir Gilchrist) é um adolescente de 16 anos que anda estressado com a vida, com o colégio e com o fato de ser apaixonado pela namorada do seu melhor amigo. Seus problemas são comuns na adolescência, mas ele se sente realmente depressivo. Pensa em se matar várias vezes, mas nunca concretiza o ato porque pensa em como sua família pode ficar depois disso.

Quando resolve buscar ajuda, ele vai até um hospital achando que a “cura” será rápida a tempo de voltar para casa e ir à escola no dia seguinte. O médico acaba por encarar seu apelo e o interna para uma terapia. Aceito no hospital psiquiátrico, Craig se junta aos adultos enquanto a ala juvenil está sendo reformada, e conhece pessoas com problemas sérios em suas próprias vidas, como esquizofrenia, depressão, solidão, etc.

Craig precisa ficar internado por pelo menos cinco dias, mas depois de algumas horas já se convence de que não precisa estar ali. No entanto, seus pais apoiam sua coragem de encarar seus problemas e ele acaba ficando sem alternativas, a não ser ficar.

Cena do filme em uma quadra de basquete

O filme acompanha os cinco dias de internação de Craig. Enquanto tenta evitar que seus amigos do colégio descubram onde ele está, Craig segue sua terapia, descobre e desenvolve talentos que não sabia ter, estabelece amizade com os demais pacientes e até conhece Noelle (Emma Roberts), uma menina da mesma idade, por quem se apaixona. Outra pessoa importante no seu amadurecimento é Bobby (o fantástico Zach Galifianakis de Se beber, não case), um paciente que se aproxima de Craig e lhe dá verdadeiros conselhos pra vida.

Se enlouquecer, não se apaixone é um filme triste, porém muito inteligente, que não ignora nem minimiza os problemas de ninguém, e ainda dá uma verdadeira lição de como e porque valorizar cada segundo de nossas vidas. O filme é baseado em um livro homônino de 2006, escrito por Ned Vizzini, e é uma boa pedida no começo de um novo ano.

Ficha Técnica

Título: Se enlouquecer, não se apaixone (It’s Kind of a Funny Story)
Ano: 2010
Diretor: Anna Boden, Ryan Fleck
Gênero: Drama, Comédia
Duração: 91 minutos.

Curiosidade: o novo clipe do Blink 182 para a música After Midnight segue uma temática parecida com a do filme, com algumas cenas que lembram muito Se enlouquecer, não se apaixone.

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