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Walk, o Foo Fighters em um dia de fúria

Wasting Light, como já dissemos aqui, é a ponta do iceberg que mostra o retorno de Dave Grohl e sua banda. E na minha opinião, o novo álbum pode ser considerado um dos melhores da carreira do Foo Fighters. Prova disso é o retorno de algo que era característica absoluta do Foo Fighters e que não víamos já há algum tempo: a criatividade na produção de seus videoclipes.

Estou falando dos devaneios de Dave Grohl em Everlong ou sobre o vôo alucinógeno com Jack Black em Learn To Fly. Sem contar nos clássicos My Hero, onde banda toca dentro de uma casa em chamas durante o resgate heróico do personagem, ou Walking After You que mostra um lado mais romântico na atuação do vocalista.

E após alguns videoclipes, não menos significativos ou de sucesso, o Foo Fighters traz de volta toda essa criatividade em sua mais nova produção, Walk, que faz uma paródia de Um Dia de Fúria (Falling Down, 1993) com Michael Douglas.

O resultado você confere abaixo:

 

E agora, me dêem licença que vou lá curtir uma playlist do Foo Fighters :)

“Rope”, a ponta do iceberg chamado Foo Fighters

56 anos depois do Dr. Emmett “Doc” Brown ter caído em seu banheiro e inventado o capacitador de fluxo, aqui estava eu, também no banheiro, mas dessa vez como um bom portador de TDAH, aproveitando o banho e perdido dentre meus pensamentos. Mas não, não foi dessa vez que concretizei a versão brasileira da máquina do tempo ou, muito menos, descobri a pergunta para a resposta para a vida, o universo e tudo mais.

Na realidade, foi pouco depois do sabão cair no meu olho e ter soltado o verbo para todo o andar ouvir, que percebi o player de MP3 tocando uma playlist do Foo Fighters. Até aí tudo bem, grandes coisas, o que isso teria a ver com o doutor do “De Volta Para o Futuro“, certo ? Certo !

Pense você, o quão interessante seria, se o doutor estive naquele momento ouvindo um vinil do Chuck Berry em sua vitrola de 45rpm e começado então a pensar que aquele cara, fazendo o “duck walk” com sua Gibson branca, tivesse sido preso – por assalto à mão armada e roubo de carro – dez anos antes. Até aquele momento, para o Dr. Brown, a única relação entre Chuck Berry e a música era a tão famosa “Johnny B. Goode” *.

De volta a 2011, no chuveiro com Cesinha, os pensamentos se voltam para Dave Grohl. Ôpa, espera aí, não me interpretem mal, eu só me refiro à música dele, ok ? Voltando.. Dave Grohl, o bateirista substituto de uma banda grunge de Seatle, que de coadjuvante passou a ser leader vocal do Foo Fighters – banda que ecoava pelos três cantos do banheiro, já que a porta estava aberta, e formada por ele mesmo após o suicídio de você-sabe-quem. (Aguarde pelo artigo de abril).

Mas não foi um caminho assim tão fácil. A primeira demo, com 15 faixas, foi gravada em 1994, mas apenas em 1995 o álbum de 12 faixas, intitulado “Foo Fighters“, foi lançado. Fato relevante para o cara ser mesmo foda é de que todas as faixas foram produzidas no estúdio pelo próprio Dave Grohl, onde gravou sozinho o vocal, guitarra, baixo e bateria. E, assim, como Chuck Berry, precisou se desvencilhar do seu passado e, junto da sua nova banda, conquistar os palcos de todo o mundo.

21 anos depois, após o lançamento de 6 álbuns, para provar que o bom rock alternativo continua entre nós, o Foo Fighters liberou em sua página oficial no dia 1º de Março, Rope, o primeiro single de “Wasting Light“, previsto para ser lançado na primeira quinzena de abril.

Dono de um refrão que gruda na cabeça e um estonteante jam de distorções e batidas, o single é apenas a ponta do iceberg que vêm pela frente, e que vale muito à pena ser conferido.

Ficha Técnica

Artista: Foo Fighters
Gênero: Rock Alternativo
Site: Site Oficial
Origem: EUA (Portland)

* Apesar de ter sido escrita em 1955, “Johnny B. Goode” foi lançada apenas em 1958, onde alcançou a posição de #2 na Billboard Magazine.

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