Arquivo

Posts Tagged ‘Jane Fonda’

Quando se casa com alguém, casa-se com “A Sogra”

Em 1991, Jane Fonda anunciou que estava se aposentando da indústria cinematográfica e não tinha intenções de voltar a atuar, mas 15 anos depois ela retorna às telas com o filme A Sogra, no papel da própria.

Jennifer Lopez interpreta Charlotte Cantili, uma garota simples que se apaixona pelo rico e fino neurocirurgião Kevin Fields (Michael Vartan). Bem humorado, carinhoso, bonito e bem sucedido, Kevin é tudo o que Charlotte sempre quis. Tudo vai bem até que ele apresenta Charlotte à sua mãe, Viola Fields (Jane Fonda), jornalista que passa por uma verdadeira crise depois de ter perdido o cargo de âncora em uma das maiores emissoras de TV do país. Indignada com a namorada plebeia e mal vestida que o filho arranjou, Viola entra em choque quando descobre que os dois pretendem se casar e decide tornar-se a pior e a mais inconveniente sogra do mundo.

Apoiado nas estereotipadas e velhíssimas piadas sobre sogras, o roteiro deixa a desejar passando por todos os personagens de forma muito superficial. Kevin passa o filme todo em convenções médicas e perde a chance de ter mais influência na briga entre as duas mulheres. A única engraçadinha da história é a mal humorada assistente de Viola, Ruby (Wanda Sykes) que ajuda e atrapalha a megera em seus planos. Outra ponta memorável é feita por Elaine Stritch, no papel de Gertrude. Mãe rancorosa de um dos quatro ex-maridos de Viola, Gertrude é fundamental para explicar a atitude dissimulada de Viola.

A Sogra é um filme que brinca com o estereótipo da velha rabugenta que não quer abrir mão do filho para qualquer mulher. Não causa risadas sinceras, não emociona e nem surpreende. É mais do mesmo, e menos do que poderia. Infelizmente Jane Fonda não deu tudo de si, caro leitor. Mas ela retorna triunfante e dedicada em Ela é a Poderosa, contracenando com Felicity Huffman e Lindsay Lohan.

Ficha Técnica

Título: A Sogra (Monster-in-Law)
Diretor: Robert Aldrich
Ano: 2005
Gênero: Comédia Romântica
Duração: 93 minutos

Ela é a Poderosa

Lindsay Lohan é um furacão ambulante: por onde passa, deixa rastros de destruição. Seja cheirando cocaína nas festas mais badaladas de Hollywood ou chorando copiosamente em um dos muitos julgamentos que já enfrentou, a atriz parece nunca deixar de querer chamar a atenção de todo mundo. Comigo, isso já é caso ganho: sou completamente apaixonada por ela. Depois de sucessos de bilheteria escancarados, como Sexta-feira Muito Louca, Meninas Malvadas e Sorte no Amor, Lindsay Lohan decidiu dar um passo além: deixou para trás as comédias românticas e se jogou de cabeça em um drama (dos bons!).

À primeira vista, Ela é a Poderosa parece mais do mesmo. Mas não se engane: conforme a história vai se desenrolando, vemos uma Lindsay Lohan mais madura, mais dedicada, mais segura do que está fazendo frente ao duro mercado do cinema norte-americano.

Rachel (Lohan) é uma adolescente problemática que vive trazendo problemas à mãe, Lily (Felicity Huffman). Sem saber o que fazer com a filha, Lily decide apelar para uma decisão extrema: levar Rachel para a pequena cidade de sua mãe, Georgia (Jane Fonda), algo que tinha prometido a si mesma jamais fazer. Georgia é uma mulher inflexível, que segue rígidas regras de moral, bons costumes e trabalho duro. Durante as férias, Rachel deixa vazar para o veterinário local a informação de que ela teria sido molestada sexualmente pelo seu próprio padrasto, o que escancara as portas de uma caótica e sofrida crise familiar que muda completamente o rumo do filme.

O diretor Garry Marshall (Uma Linda Mulher, O Diário da Princesa) capricha no figurino e na fotografia, elementos que ajudam a construir um ambiente que consegue ser sexual e inocente ao mesmo tempo. É impressionante a evolução de Lohan desde o fraquinho Confissões de Uma Adolescente em Crise. No fim do dia, o que ficam são as reflexões de Ela é a Poderosa: a influência das mentiras, o medo do que pensávamos ser “impossível” e os relacionamentos que, mesmo ausentes, podem ser reconstruídos. Por isso, se você estiver afim de uma comédia romântica escrachada, não procure por Ela é a Poderosa. Mas saiba: esta é, sim, uma história de amor.

Ficha Técnica

Título: Ela é a Poderosa (Georgia Rule)
Diretor: Garry Marshall
Ano: 2007
Gênero: Drama
Duração: 113 minutos

Você também pode gostar de:

Meninas Malvadas
Sorte no Amor

%d blogueiros gostam disto: