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Posts Tagged ‘Ralph Fiennes’

007 – Skyfall: visual impecável e cenas bem feitas

James Bond (Daniel Craig) e Eve Moneypenny (Naomie Harris) estão em missão na Turquia onde um agente do MI-6 foi morto e um disco rígido – com detalhes de agentes infiltrados em organizações terroristas – roubado. Durante a missão, Bond é atingido acidentalmente por Eve e some do mapa, sendo listado pelo IM6 como “desaparecido, provavelmente morto”.

“Agent down”.

É assim que termina a primeira cena de Skyfall, uma violenta perseguição sob telhados e trens tão impressionante que você pensa em como, após 23 filmes, estas cenas ainda conseguem surpreender e deixar os espectadores de boca aberta.

M (Judi Dench) no funeral dos agentes ingleses

O nome dos agentes infiltrados é publicado na internet e M (Judi Dench) tem sua capacidade posta a prova pelo novo presidente do Comitê de Segurança e Inteligência, Gareth Mallory (Ralph Fiennes). O sistema da MI-6 é hackeado e uma explosão mata alguns agentes. Então Bond retorna – de barba, com nenhuma resistência física e fazendo o tipo bêbado, ele se submete a novos testes físicos e psicológicos para poder voltar a cumprir seu dever protegendo a Inglaterra.

Entre viagens, cassinos, maletas de dinheiro e ilhas desertas, Bond conhece Sévérine (a Bond Girl de Skyfall é Bérénice Marlohe, garota propaganda da Swarosvki), uma linda e enigmática mulher que o leva até seu empregador, Raoul Silva.

Raoul Silva (Javier Bardem)
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O fim de uma saga no cinema: Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte II

Eu já falei aqui o que Harry Potter significa para mim. A série literária foi um fenômeno e teve um papel importantíssimo na formação de novos leitores. Eu estava lá dez anos atrás lendo o primeiro livro e me deliciando com o humor e a aventura de cada página. A empolgação pela chegada do último filme é facilmente substituída pelo pesar em saber que é o fim da saga nos cinemas. Harry Potter é uma das séries mais completas que existem – que respeitou o material original ao mesmo tempo em que buscou visões diferentes para contar a história do menino bruxo.

Queria poder falar de todos os filmes, um a um, mas o assunto de hoje é Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte II. O livro continha tantos detalhes importantes para fechar a história, que talvez não fosse mesmo possível contá-la como deveria em apenas um filme. Some isso à indústria cultural existente em torno da série e temos a divisão da história em dois filmes. A primeira parte, lançada no final do ano passado cumpriu de forma excepcional todos os critérios para emocionar, surpreender e acelerar o coração de qualquer fã. E a qualidade técnica é indiscutível.

Em Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte II, Harry (Daniel Radcliffe) dá continuidade à busca pelas horcruxes e elimina-as uma a uma, enquanto se despede de amigos e defensores leais a cada batalha. O poder de Voldemort (o brilhante Ralph Fiennes) cresce ameaçadoramente, enquanto a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts agora está sob o comando de Snape (Alan Rickmann).

A primeira metade do filme merece elogios desde o primeiro segundo. A invasão do Banco de Gringotes é fascinante em todos os aspectos. Desde o preparo para a invasão, onde Hermione se transforma em Bellatrix (e Helena Bonham Carter impressiona o público com todos os trejeitos delicados de Emma Watson), até a fuga com o dragão que guarda o Banco.

Um dos objetos que Harry procura está em Hogwarts e ele precisa entrar no castelo. Sua presença é rapidamente sentida e o vilão ameaça invadir a escola. Sem palavras para descrever a cena em que os professores de Hogwarts se juntam para proteger o castelo, uma maravilhosa retratação do que nós, leitores, imaginamos enquanto líamos o livro. Só assistindo para entender.

O destino de Snape chega em uma cena forte, tensa. E as memórias de Snape mostrando seu relacionamento com a família de Harry, emocionam. A cena conseguiu resgatar a imagem de um personagem que, até o último segundo, foi mal interpretado.

E tenho certeza de que não preciso me alongar ao falar sobre a trilha sonora, tão perfeita, tão épica, crescendo e tornando-se cada vez mais obscura enquanto acompanha o destino dos personagens. Não é obra de John Williams, mas Alexandre Desplat faz um excelente trabalho, e ainda usa o tema criado há 10 anos atrás, vital para o fim da saga.

Da metade pra frente, no entanto, senti falta do ímpeto e da criatividade que só o cinema pode conceder à uma história. Faltou a liberdade criativa que poucos escritores concedem aos roteiristas de cinema. Tantas vezes antes vimos uma cena de Harry Potter nos surpreender por ser tudo aquilo que imaginávamos e muito mais. Aqui, cenas importantes tiveram sua presença reduzida à um feitiço, e tudo se atropelou, ao invés de manter aquele sentimento que a gente gostaria de prolongar. Num piscar de olhos, o fim da história chegava. E nem foi de mansinho.

Queria ter sentido mais daquela agonia que senti durante Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte I, mas a saga se despede muito bem dos cinemas, deixando aquela saudade em todos os corações que cresceram e amadureceram ao lado de Harry Potter, Ron Weasley e Hermione Granger.

Aqui cabe um comentário de fã, totalmente parcial: seja como for, Harry Potter vai deixar (muitas) saudades. Hogwarts sempre estará lá para aqueles que precisarem dela. E para aqueles que a merecem.

Curiosidade: Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte II supera US$ 830 milhões em seu segundo fim de semana em cartaz.

Ficha Técnica

Título: Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte II (Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 2 )
Diretor: David Yates
Ano: 2011
Gênero: Aventura, Fantasia
Duração: 130 minutos

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