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Happy B-day Freddie Mercury

Freddie Mercury, nascido em 1946, foi o vocalista da banda de rock britânica Queen. Marcado por sua presença de palco, carisma e talento, Freddie é lembrado até hoje pela imprensa como um dos melhores cantores de todos os tempos e uma das vozes mais conhecidas do mundo.

Freddie compôs muitos dos sucessos da banda, como Bohemian Rhapsody, Somebody to Love, Love of My Life e We Are the Champions, hinos atemporais que levaram a banda ao topo.

Em 1991, depois de um longo período adoecido, Mercury confirmou os rumores da imprensa de que estava com AIDS, em uma declaração feita por ele mesmo em 23 de novembro, um dia antes de morrer, vindo a falecer na noite de 24 de novembro de 1991.

Happy b-day, Freddie.

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“Rope”, a ponta do iceberg chamado Foo Fighters

56 anos depois do Dr. Emmett “Doc” Brown ter caído em seu banheiro e inventado o capacitador de fluxo, aqui estava eu, também no banheiro, mas dessa vez como um bom portador de TDAH, aproveitando o banho e perdido dentre meus pensamentos. Mas não, não foi dessa vez que concretizei a versão brasileira da máquina do tempo ou, muito menos, descobri a pergunta para a resposta para a vida, o universo e tudo mais.

Na realidade, foi pouco depois do sabão cair no meu olho e ter soltado o verbo para todo o andar ouvir, que percebi o player de MP3 tocando uma playlist do Foo Fighters. Até aí tudo bem, grandes coisas, o que isso teria a ver com o doutor do “De Volta Para o Futuro“, certo ? Certo !

Pense você, o quão interessante seria, se o doutor estive naquele momento ouvindo um vinil do Chuck Berry em sua vitrola de 45rpm e começado então a pensar que aquele cara, fazendo o “duck walk” com sua Gibson branca, tivesse sido preso – por assalto à mão armada e roubo de carro – dez anos antes. Até aquele momento, para o Dr. Brown, a única relação entre Chuck Berry e a música era a tão famosa “Johnny B. Goode” *.

De volta a 2011, no chuveiro com Cesinha, os pensamentos se voltam para Dave Grohl. Ôpa, espera aí, não me interpretem mal, eu só me refiro à música dele, ok ? Voltando.. Dave Grohl, o bateirista substituto de uma banda grunge de Seatle, que de coadjuvante passou a ser leader vocal do Foo Fighters – banda que ecoava pelos três cantos do banheiro, já que a porta estava aberta, e formada por ele mesmo após o suicídio de você-sabe-quem. (Aguarde pelo artigo de abril).

Mas não foi um caminho assim tão fácil. A primeira demo, com 15 faixas, foi gravada em 1994, mas apenas em 1995 o álbum de 12 faixas, intitulado “Foo Fighters“, foi lançado. Fato relevante para o cara ser mesmo foda é de que todas as faixas foram produzidas no estúdio pelo próprio Dave Grohl, onde gravou sozinho o vocal, guitarra, baixo e bateria. E, assim, como Chuck Berry, precisou se desvencilhar do seu passado e, junto da sua nova banda, conquistar os palcos de todo o mundo.

21 anos depois, após o lançamento de 6 álbuns, para provar que o bom rock alternativo continua entre nós, o Foo Fighters liberou em sua página oficial no dia 1º de Março, Rope, o primeiro single de “Wasting Light“, previsto para ser lançado na primeira quinzena de abril.

Dono de um refrão que gruda na cabeça e um estonteante jam de distorções e batidas, o single é apenas a ponta do iceberg que vêm pela frente, e que vale muito à pena ser conferido.

Ficha Técnica

Artista: Foo Fighters
Gênero: Rock Alternativo
Site: Site Oficial
Origem: EUA (Portland)

* Apesar de ter sido escrita em 1955, “Johnny B. Goode” foi lançada apenas em 1958, onde alcançou a posição de #2 na Billboard Magazine.

Aquela pequena banda do Texas… ZZ Top!

Hoje temos uma contribuição muito valiosa para o nosso acervo musical: O @alxsantos enviou a resenha dele sobre ZZ Top, uma banda do… Bom, você vai ler aí :)

O trio ZZ Top, formado por Billy Gibons (guitarra e vocal), Dusty Hill (baixo e vocal) e Frank Beard (bateria) se juntou em 1969 no Texas e, desde então, nunca alterou sua formação. São 40 anos lançando discos que criam legiões de fãs pelo mundo. Ao todo são 20 lançados, 15 inéditos e 5 coletâneas.

Mas nada foi sempre fácil. No início, sendo uma típica banda “boogie” do Texas eles não eram ídolos no mundo inteiro. O primeiro Hit veio no disco Rio Grande Mud de 1972 com a música Francine. O próximo trabalho seria o primeiro com a mescla do Blues, Country e Rock que até hoje faz sucesso, o album Tres Hombres dá a eles um disco de platina e um passaporte para o estrelato.

Em 79, além de surgir as grandes barbas que, junto com Hot Rods e mulheres, são um dos ícones da banda, lançam o disco Deguello que é considerado um dos melhores.

Mas foi só em 83, com Eliminator é que a banda chega ao topo das paradas. A música Gimme all your lovin’ vira uma febre, Legs e Sharp Dressed Man também frequentavam os rádios do mundo. Eliminator vendeu 11 milhões de cópias só nos EUA, um dos mais vendidos do Rock.

Dali pra frente o trio lançou mais 7 discos e as 5 coletâneas, um Dvd com todos os clipes e um ao vivo lançado em 2008. 40 anos do bom e velho rock n’ roll com “that little ol’band from texas”.

Texto enviado por: Alexandre Santos

Assista o vídeo do maior sucesso do trio e veja por sí mesmo tudo isso que leu:

Ficha Técnica

Nome: ZZ Top
Site: Site | MySpace
Gênero: Rock, Blues
Origem: EUA (Texas)

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Band of Horses e My Life as Liz

Descobrir novos sons é sempre muito bom. Há mais ou menos um mês eu zapeava os canais em frente à televisão quando um programa da MTV me chamou a atenção. (Isso dificilmente acontece, já que a única coisa que eu assisto na MTV é o Lab Clássicos). Pois bem, lá estava eu gargalhando alto com uma menina de cabelos vermelhos chamada Liz Lee. Ela é excêntrica, totalmente cool e fã número um de Star Wars, o que me fez querer ir correndo pro Texas e fazer dela a minha nova BFF.

A história da Liz é engraçada: ex-barbie-da-escola, ela se transformou em defensora dos geeks depois de ser traída pelas melhores amigas. Depois disso a garota decidiu radicalizar, trocar as longas madeixas platinadas por um desfiado-ruivo-rebelde e arrumar amigos gordinhos e completamente nerds. Mas o post de hoje não é só sobre My Life as Liz, uma das microséries mais legais que eu já assisti em meus 19 anos de existência (e que, infelizmente, empacou na primeira temporada) – o papo de hoje é sobre a Band of Horses, uma banda bacanérrima que eu descobri através do programa. Em um dos episódios mais marcantes da série, a garota-dos-cabelos-legais me apresentou o som dos caras da forma mais deliciosa possível: cantando uma música “pesadinha” em formato acústico. E foi amor à primeira ouvida.

A Band of Horses nasceu em Seattle em 2004 misturando letras melancólicas e poéticas a um rock n’ roll rasgado por rugidos de guitarras e riffs-chiclete. Talvez você já tenha ouvido falar ou seja fã número um da banda, mas eu estou naquele estágio inicial de quem acabou de descobrir um sonzinho novo e está impressionada com a perfeição dos arranjos do primeiro disco dos caras, Everyting All the Time (2006). A música lindamente interpretada por Liz na série se chama The Funeral, uma balada indie rock que também faz parte da trilha sonora do jogo Skate, disponível para Xbox 360 e PS3 (e que se tornou a minha favorita rapidinho). Abaixo você pode escolher qual das versões prefere ver/ouvir: a baladinha acústica de Liz Lee ou a versão original da Band of Horses (ou as duas, vai!):

Ficha Técnica

Nome: Band of Horses
Site: Site Oficial
Gênero: Indie, Rock
País de Origem: EUA (Seattle)

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The Bravery, rock alternativo e música eletrônica

O The Bravery é uma banda de rock americana, original de Nova York e atualmente é composta por 5 rapazes. O vocalista e compositor Sam Endicott e o tecladista John Conway foram colegas de faculdade no final dos anos 90. Entre um show pequeno e outro surgiu a música que mais tarde se tornaria “The Bravery”. A banda foi agregando mais participantes e, em 2003, formou-se oficialmente o The Bravery.

Com influências de rock alternativo e música eletrônica, a banda conta com uma voz diferenciada de Sam Endicott, embora o estilo remeta à bandas como The Killers. Em março de 2005 foi lançado o primeiro álbum, homônimo. Dois anos depois, The Sun and the Moon é lançado mostrando uma banda mais independente. E em dezembro de 2009, Stir the Blood – o melhor dos três, já apresenta um estilo próprio, e um vocal mais seguro.

Eu deixaria aqui o vídeo de Hatefuck, do álbum Stir the Blood, mas o vídeo não é muito decente. Fiquem com An Honest Mistake.

Uma curiosidade: o clipe é dirigido por Michael Palmieri (Foo Fighters, The Strokes) e mostra a banda tocando a música no meio de uma máquina de Rube Goldberg, que segue uma sequência lógica de acontecimentos (clica no link pra saber mais).

Ficha Técnica

Nome: The Bravery
Website: Site Oficial
Gênero: Rock, Eletrônico
País de Origem: EUA (Nova York)

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Neon Horse “is a pretty beast”

O Neon Horse é uma banda americana, lá da Califórnia e que inicialmente tocava apenas no tempo livre. Em dezembro de 2005 a banda conheceu o vocalista malucão numa boate e, com um pouco de conversa, viram que era daquela irreverência que precisavam. Com influências de rock estilo AC/DC, Oingo Boingo, Depeche Mode, a banda começou a fazer músicas com a sua cara: ecléticas e maníacas.

Eles têm excelentes músicas no CD Neon Horse, de 2007. Destaco “Speed Killz“, “Crazy Daisy” e Cukoo!, cujo vídeo está aí pra dançar um pouquinho.

“Your pride and joy is a pretty beast, the baddest apples fall from rotten trees. The little monster is a walking disease, you got only yourself to blame.” – Cukoo!

Ficha Técnica

Nome: Neon Horse
Website: Myspace
Gênero: Rock
País de Origem: EUA (Califórnia)

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Qual a minha idade, mais uma vez ?

De início, achei que meu primeiro post por aqui fosse ser relacionado a alguma referência punk, no bom e velho estilo Sid Vicious (Sex Pistols) ou Jello Biafra (Dead Kennedys) de chutar o balde.

Depois pensei que, talvez, fosse alguma história sobre a fase adolescente, com os fones de ouvido a todo volume, descendo algum corrimão qualquer de patins e cantando “What’s My Age Again” do blink-182.

E com a passar dos anos “aborrecentes”, aquela estrofe da banda Junk – Vamo é Comemorá – começa a ter algum sentido: “Mesmo bagunçando a gente aprende e mais tarde a turma vira gente. Vai de gravatinha pro emprego. Começa o desespero“.

Suas noites insones são trocadas por oito horas diárias de trabalho, aquela cerveja tri gelada pela manhã se transformou em um café sem açúcar e o mais próximo que o seu escritório consegue ser da praia que você tinha antes é ter o formato de um aquário, feito de divisórias moduladas.

Você começa a entender que a cena musical não se resume apenas em “stages diving” ou rodas punk no meio do Fórum Social Mundial. Você começa a “ouvir” ao invés de balançar a cabeça. Percebe que em todo estilo musical há uma lição a ser aprendida. Boa ou ruim.

Nem por você nem por ninguém, eu me desfaço dos meus planos. Quero saber bem mais que os meus 20 e poucos anos“, é o que canta Fábio Jr., em Vinte e Poucos Anos, ao mostrar que, apesar da idade e responsabilidades, todos nós temos aquela essência jovem viva dentro de nós que grita por um pouco de liberdade.

Então percebemos que somos um pouquinho “disso” e “daquilo” quando vamos para o trabalho, vestindo nossos jeans, camiseta e All Star. Já podemos dizer que somos responsáveis, que temos obrigações diárias e prazos a serem cumpridos, mas que não deixamos a nossa cerveja de lado, a companhia de nossos amigos e nem o vício incurável que só a música nos oferece.

Sim, essa música que une gerações diversas, sejam elas “X” ou “Y”. Essa força imensurável feita de riffs e acordes. Essa canção que indaga a nossa cabeça ao questionar “I never want to act my age… what’s my age again“.

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