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Posts Tagged ‘Scarlett Johansson’

Vicky Cristina Barcelona, filme de Woody Allen

Vicky Cristina Barcelona, Restaurante

Woody Allen coloca Scarlett Johansson, Javier Bardem e Penelope Cruz na mesma tela (e mesma cama) em Vicky Cristina Barcelona. O diretor aproveitou o melhor dos cenários da Espanha e ainda conseguiu render a Penelope Cruz o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante em 2009.

Vicky (Rebecca Hall) e Cristina (Scarlett Johansson) são duas americanas que desembarcam em Barcelona para que Vicky possa trabalhar no seu mestrado sobre cultura catalã. Ela é noiva de Doug (Chris Messina) e tem toda a sua vida planejada. Cristina é sensual e aventureira, e ainda busca uma “vocação” e algo novo.

Em um restaurante em Barcelona, elas conhecem Juan Antonio (Javier Bardem), um artista que se divorciou da mulher após tentar matá-lo. Juan é direto e as convida para um fim de semana em Oviedo, onde poderão “conhecer a cidade, comer bem, beber um bom vinho e fazer amor”. Vicky se mantém inflexível diante do convite, mas Cristina, seu oposto em comportamento, topa a aventura com o estranho.

“No, no, because she’s a mental adolescent, and being romantic, she has a death wish. So, for a brief moment of passion, she completely abandons all responsibilities.”

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“A Outra”: Realeza em crise

A Outra é um retrato da história verídica da Rainha Ana Bolena, mulher do Rei Henrique VIII – o primeiro a ter um divórcio decretado da Inglaterra. O filme foi baseado no livro de Phillipa Gregory, A Irmã de Ana Bolena.

Maria Bolena (Scarlett Johansson) é a irmã mais nova de Ana (Natalie Portman), e está prometida desde os cinco anos para o filho de um mercante. Dias após seu casamento, as irmãs descobrem que o Rei Henrique VIII (Eric Bana) e Catarina (Ana Torrent) haviam perdido mais um filho homem – não tendo nenhum herdeiro para o trono. O tio das meninas, que trabalha na corte real, vê uma oportunidade e oferece a casa da família Bolena para que o Rei fique hospedado, na esperança de que ele se interesse em Ana, a filha solteira, para gerar um filho homem. O jogo fraco de sedução de Ana não funciona, mas a beleza e inocência de Maria enchem o coração do Rei, que se apaixona por ela e a pede como dama de companhia.

Maria é doce, inocente, quieta, e acaba se apaixonando pelo Rei também, dando luz a um filho homem. Ana, revoltada com o rumo que a história estava tomando, assume uma postura mais rebelde e ousada e se coloca no caminho do Rei mais uma vez, fazendo o possível para se tornar a Rainha da Inglaterra, mesmo que isso signifique a crise da família real.

Natalie Portman se destaca pela interpretação fria, vingativa e ambiciosa de Ana Bolena, desprezada pelo povo e por seu marido. À Maria, Scarlett trabalha mais seus olhares do que suas palavras, reforçando a timidez desta mulher. Eric Bana transborda preocupação e raiva em sua atuação.

A Outra é um melodrama com senso de urgência em todas as cenas. Fala dos casamentos arranjados, das traições, intrigas, ambições e até insinua incesto. Com um figurino estupendo e uma fotografia maravilhosa, é um bom retrato de uma época conturbada, que trouxe ao mundo Elizabeth, a Rainha da Inglaterra que mudou todos os conceitos que a realeza tinha.

Ficha Técnica

Título: A Outra (The Other Boleyn Girl)
Diretor: Justin Chadwick
Ano: 2008
Gênero: Drama
Duração: 115 min

Curiosidade: A autora do livro A Irmã de Ana Bolena passou dois anos no interior da Inglaterra estudando o reinado de Henrique VIII e reparou que havia muitas notas de rodapé com o nome de Maria Bolena, a suposta amante do rei antes de sua irmã Ana conquistá-lo e casar com ele.

Então quer dizer que a Scarlett Johansson canta?

Filha de um dinamarquês e uma judia, Scarlett Johansson já foi eleita a mulher mais sexy do mundo (Playboy e Esquire). Além de atriz (e cantora, veja só) é modelo: suas campanhas para Louis Vuitton, Dolce & Gabbana, Calvin Klein, L’Oreal etc, dão muito certo graças às suas curvas provocantes.

Scarlett cresceu em filmes como Meninas de Ninguém (1996), onde chegou, inclusive, a receber uma indicação de melhor atriz ao Independent Spirit Award. Moça com Brinco de Pérola (2003), Dália Negra (2006) e Vicky Cristina Barcelona (2008) renderam à Scarlett portas abertas ao sucesso. Sua beleza, muito mais que seu talento, foi altamente aproveitada no filme The Spirit (2008).

A femme fatale deu uma palhinha de sua voz no filme Encontros e Desencontros (2003), onde canta num karaokê. No entanto, um trabalho mais consistente só foi surgir em 2008, quando ela lançou o CD Anywhere I Lay My Head, com covers das músicas de Tom Waits e participação de David Bowie.

Em 2009, Pete Yorn lançou Break Up, um CD que conta com a participação da loira nos vocais – gravados em duas tardes no ano de 2006. Break Up se adapta muito melhor à voz da atriz. Confira Relator, com Pete Yorne.

O que você acha? Não gostei da voz dela (embora, comparado à cena do karaokê, ela esteja fenomenal), mas é interessante falar de Scarlett, considerando que a atriz arriscou alguns passos no mundo da música.

Ficha Técnica

Nome: Scarlett Johansson
Site: Fan-Site | MySpace
Gênero: Alternativo, Indie
Origem: EUA

OSCAR 2011: Premiações da noite do Oscar

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood concede, ano após ano, prêmios para os principais (e melhores?) produtos do cinema. Algumas estatuetas são bem previsíveis. Quando Toy Story 3 entrou na disputa por melhor longa-metragem de animação por exemplo, eu sabia que não tinha pra ninguém. Além deste, o filme levou pra casa o prêmio de melhor canção original. Meu lado criança gostaria muito que tivesse ganho o Oscar de melhor filme, mas é óbvio que isso não iria acontecer. A Academia optou pelo convencional, como sempre. Sempre achei que os Oscars deveriam ser dados pela relevância ao público, e não apenas pelo gosto tradicional e politizado da Academia.

A cerimônia foi realizada no Teatro Kodak e teve como apresentadores o casal James Franco e Anne Hathaway. A mocinha trocou de vestido 8 vezes e chamou a atenção de toda a imprensa fashionista com seus modelos Versace, Valentino, Givenchy, Armani e etc. A química dos dois foi muito melhor nos vídeos promocionais do que na hora da premiação, onde James ficou ausente e Anne estava numa alegria inimaginável. Recomendo que você assista um dos vídeos promocionais, onde James diz que até conseguiria chorar na hora, e Anne rebate indignada que precisa se trocar 17 vezes.

Dentre os maiores premiados da noite, temos A Origem, de Christopher Nolan, que levou quase todos os prêmios técnicos (efeitos visuais, fotografia, mixagem e edição de som) e O Discurso do Rei, indicado em 12 categorias – que levou as estatuetas mais cobiçadas de melhor filme, melhor ator, melhor diretor e melhor roteiro original.

A Rede Social, de David Fincher, recebeu três Oscars – melhor roteiro adaptado, melhor trilha sonora original (!!!???) e melhor edição. O Vencedor, de David O. Russell ganhou destaque para sua equipe coadjuvante, Melissa Leo e Christian Bale. Alice no País das Maravilhas, do Tim Burton, recebeu prêmios merecidos de melhor direção de arte e melhor figurino. Ainda não me conformo de Cisne Negro não ter concorrido nessa categoria, mas vamos em frente.

E falando em Cisne Negro, Natalie Portman recebeu prêmio de Melhor Atriz. A futura-mamãe desbancou candidatas fortíssimas e recebeu o prêmio das mãos de Jeff Bridges, agradecendo o papel mais importante de sua vida. O filme tem direção de Darren Aronofsky, e levou apenas esta estatueta.

As piadinhas que pipocaram foram as mais legais. Teve gente dizendo que Colin Firth perdeu a chance de fazer o discurso gaguejando ao receber o Oscar de melhor ator. E que “já pensou se os caras do Inception ganham todos os Oscars, mas na verdade era um Oscar só e eles sonharam esse Oscar dentro do outro Oscar?“. Natalie Portman ganhou o Oscar de melhor atriz, um namorado e um bebê. Até o decote (aliás, a falta de um) de Scarlett Johansson foi comentado. Piadinhas não faltaram e tornaram a noite de quem acompanhou via tv/facebook/twitter, muito mais divertida.

Confira a lista completa:

– Melhor filme: O Discurso do Rei
– Melhor diretor: Tom Hooper (O Discurso do Rei)
– Melhor ator: Colin Firth (O Discurso do Rei)
– Melhor roteiro original: O Discurso do Rei
– Melhor fotografia: A Origem
– Melhor mixagem de som: A Origem
– Melhor edição de som: A Origem
– Melhores efeitos visuais: A Origem
– Melhor edição: A Rede Social
– Melhor roteiro adaptado: A Rede Social
– Melhor trilha sonora original: A Rede Social (Trent Reznor e Atticus Ross)
– Melhor atriz coadjuvante: Melissa Leo (O Vencedor)
– Melhor ator coadjuvante: Christian Bale (O Vencedor)
– Melhor longa-metragem de animação: Toy Story 3
– Melhor canção original: We Belong Together (Toy Story 3)
– Melhor direção de arte: Alice no País das Maravilhas
– Melhor figurino: Alice no País das Maravilhas
– Melhor atriz: Natalie Portman (Cisne Negro)
– Melhor curta-metragem de animação: The Lost Thing (de Shaun Tan, Andrew Ruheman)
– Melhor filme de língua estrangeira: Em um Mundo Melhor (Dinamarca)
– Melhor maquiagem: O Lobisomem
– Melhor documentário em curta-metragem: Strangers no More
– Melhor curta-metragem: God of Love
– Melhor documentário (longa-metragem): Trabalho Interno

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