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Tim Burton adapta lenda russa em “A Noiva Cadáver”

Cena de A Noiva Cadáver

Tim Burton é considerado por muitos um gênio artístico que transforma uma história maluca em um show visual. Seu trabalho diverte o mundo todo, desde o tímido Edward Mãos de Tesoura até Peixe Grande, passando por adaptações de clássicos como A Fantástica Fábrica de Chocolates. Todos eles são lembrados com carinho pelos fãs do diretor mais maluco que Hollywood já viu.

Em A Noiva Cadáver, o diretor adapta uma lenda russa sobre um noivo que se casa com uma morta por engano. O lado sombrio e esquizofrênio prevalece quando contrasta dois mundos completamente diferentes. Victor Van Dort (traços e voz de Johnny Depp) é cria de uma boa família que quer que ele case com Victoria Everglot (Emily Watson). Nervoso com o grande dia, Victor se atrapalha no ensaio dos votos de casamento e causa má impressão a todos, inclusive ao Padre Galswells (com a voz mais que poderosa de Christopher Lee).

Cena de A Noiva Cadáver

Quando se refugia na floresta perto da casa dos Everglot, Victor ensaia os votos incessantemente, mas o faz com tanto entusiasmo que quando põe a aliança num galho seco, desperta uma noiva morta chamada Emily (docemente dublada por Helena Bonham Carter) e acaba casando-se com ela sem querer. Emily é doce, linda ao seu jeito, simpática e apaixonada, e leva Victor para a Terra dos Mortos – um lugar colorido e alegre. Lá ele descobre o passado triste de Emily e de certa forma se apaixona por ela.

Na realidade, o público se apaixona por Emily, sem deixar de gostar de Victoria. Tim Burton brinca com as cores para mostrar os dois lados da vida de Victor. O mundo monocromático e triste dos vivos, e o mundo colorido e alegre dos mortos. A inversão conta com o apoio de uma trilha sonora divertida, que ficou mais uma vez sob a responsabilidade de Danny Elfman. Embora a música canse em alguns momentos, A Noiva Cadáver é um filme bonito, com lições de amor, mostrando que tudo pode ir além do túmulo. Imperdível.

Ficha Técnica

Título: A Noiva Cadáver (Corpse Bride)
Diretor: Tim Burton
Ano: 2005
Gênero: Animação
Duração: 77 minutos

OSCAR 2011: Premiações da noite do Oscar

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood concede, ano após ano, prêmios para os principais (e melhores?) produtos do cinema. Algumas estatuetas são bem previsíveis. Quando Toy Story 3 entrou na disputa por melhor longa-metragem de animação por exemplo, eu sabia que não tinha pra ninguém. Além deste, o filme levou pra casa o prêmio de melhor canção original. Meu lado criança gostaria muito que tivesse ganho o Oscar de melhor filme, mas é óbvio que isso não iria acontecer. A Academia optou pelo convencional, como sempre. Sempre achei que os Oscars deveriam ser dados pela relevância ao público, e não apenas pelo gosto tradicional e politizado da Academia.

A cerimônia foi realizada no Teatro Kodak e teve como apresentadores o casal James Franco e Anne Hathaway. A mocinha trocou de vestido 8 vezes e chamou a atenção de toda a imprensa fashionista com seus modelos Versace, Valentino, Givenchy, Armani e etc. A química dos dois foi muito melhor nos vídeos promocionais do que na hora da premiação, onde James ficou ausente e Anne estava numa alegria inimaginável. Recomendo que você assista um dos vídeos promocionais, onde James diz que até conseguiria chorar na hora, e Anne rebate indignada que precisa se trocar 17 vezes.

Dentre os maiores premiados da noite, temos A Origem, de Christopher Nolan, que levou quase todos os prêmios técnicos (efeitos visuais, fotografia, mixagem e edição de som) e O Discurso do Rei, indicado em 12 categorias – que levou as estatuetas mais cobiçadas de melhor filme, melhor ator, melhor diretor e melhor roteiro original.

A Rede Social, de David Fincher, recebeu três Oscars – melhor roteiro adaptado, melhor trilha sonora original (!!!???) e melhor edição. O Vencedor, de David O. Russell ganhou destaque para sua equipe coadjuvante, Melissa Leo e Christian Bale. Alice no País das Maravilhas, do Tim Burton, recebeu prêmios merecidos de melhor direção de arte e melhor figurino. Ainda não me conformo de Cisne Negro não ter concorrido nessa categoria, mas vamos em frente.

E falando em Cisne Negro, Natalie Portman recebeu prêmio de Melhor Atriz. A futura-mamãe desbancou candidatas fortíssimas e recebeu o prêmio das mãos de Jeff Bridges, agradecendo o papel mais importante de sua vida. O filme tem direção de Darren Aronofsky, e levou apenas esta estatueta.

As piadinhas que pipocaram foram as mais legais. Teve gente dizendo que Colin Firth perdeu a chance de fazer o discurso gaguejando ao receber o Oscar de melhor ator. E que “já pensou se os caras do Inception ganham todos os Oscars, mas na verdade era um Oscar só e eles sonharam esse Oscar dentro do outro Oscar?“. Natalie Portman ganhou o Oscar de melhor atriz, um namorado e um bebê. Até o decote (aliás, a falta de um) de Scarlett Johansson foi comentado. Piadinhas não faltaram e tornaram a noite de quem acompanhou via tv/facebook/twitter, muito mais divertida.

Confira a lista completa:

– Melhor filme: O Discurso do Rei
– Melhor diretor: Tom Hooper (O Discurso do Rei)
– Melhor ator: Colin Firth (O Discurso do Rei)
– Melhor roteiro original: O Discurso do Rei
– Melhor fotografia: A Origem
– Melhor mixagem de som: A Origem
– Melhor edição de som: A Origem
– Melhores efeitos visuais: A Origem
– Melhor edição: A Rede Social
– Melhor roteiro adaptado: A Rede Social
– Melhor trilha sonora original: A Rede Social (Trent Reznor e Atticus Ross)
– Melhor atriz coadjuvante: Melissa Leo (O Vencedor)
– Melhor ator coadjuvante: Christian Bale (O Vencedor)
– Melhor longa-metragem de animação: Toy Story 3
– Melhor canção original: We Belong Together (Toy Story 3)
– Melhor direção de arte: Alice no País das Maravilhas
– Melhor figurino: Alice no País das Maravilhas
– Melhor atriz: Natalie Portman (Cisne Negro)
– Melhor curta-metragem de animação: The Lost Thing (de Shaun Tan, Andrew Ruheman)
– Melhor filme de língua estrangeira: Em um Mundo Melhor (Dinamarca)
– Melhor maquiagem: O Lobisomem
– Melhor documentário em curta-metragem: Strangers no More
– Melhor curta-metragem: God of Love
– Melhor documentário (longa-metragem): Trabalho Interno

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